Homem confessa ter injetado veneno em achocolatado para matar ladrão
Luís Vinícius
Adônis José e Duel Rezende Soares foram presos no bairro Parque Cuiabá
Adônis José Negri, 61 anos, foi preso nessa madrugada pela Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e Adolescente (Deddica), suspeito de ter envenenado o achocolatado Itabezinho, que levou o menino R.C.S.S, de 2 anos, à morte.
O suspeito confessou ter colocado o veneno “Era Rato” na bebida, pois estava cansado do Deuel Rezende Soares, 27, que furtava alimentos de sua casa. Ele então teria preparado o veneno e injetado nas unidades para que o ladrão morresse ao consumir o produto. Os dois foram presos.
Segundo informações da Polícia Civil, Adônis teria envenenado o produto com a intenção de matar Deuel, vizinho do menino que morreu vítima do envenenamento. Deuel, no entanto, teria vendido à família do menino as cinco unidades de achocolatado que teria furtado da casa de Adônis. Todos moram na mesma rua no Parque Cuiabá, na Capital. Adônis era foragido da Justiça, já que tinha mandado de prisão em aberto por roubo.
O caso
Após a notícia do falecimento da criança, a Vigilância Sanitária a solicitou a interdição cautelar de todos os produtos da marca Itambezinho, que sejam do lote de fabricação de 25/05/16 com validade até 21/11/16. Conforme o órgão, a vítima morreu cerca de uma hora após ingerir o produto e chegou à unidade de saúde em convulsão. Na ocasião, a empresa, por meio de nota, havia informado que essa era a primeira reclamação que recebia sobre o lote e que auxiliaria na apuração do fato. Com o desdobramento do caso, tendência é que os lotes da bebida sejam liberados.
A mãe D.C.S, 28, informou que o filho R.C.S.S, de 2 anos, tomou a bebida, por volta das 9h, na residência da família, no bairro Parque Cuiabá. Ela contou que o filho estava há dois dias resfriado, soltando coriza pelo nariz, mas sem febre.
Conforme a mãe, o menino pediu algo para comer e, então, deu uma caixinha do achocolatado. Minutos após ingerir o líquido, o menino teria apresentado falta de ar, ficando com o “corpo mole e com princípio de desmaio”. A criança foi levada para atendimento na Policlínica do Coxipó, onde por cerca de uma hora os médicos tentaram reanimá-lo, mas ele não resistiu e foi a óbito.
A mãe relatou que bebeu um pouco do achocolatado e também passou mal, sentindo tonturas e náuseas, assim como o tio da criança, que chegou a ser encaminhado à uma unidade hospitalar. A liberação do corpo foi realizada pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), junto ao Serviço de Verificação de Óbito, do Hospital Universitário Julio Muller.
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