Cuiabá, 02/11/2026

Ônibus elétricos devem substituir frota de Cuiabá de forma gradual, afirma prefeito

Segundo ele, a mudança está prevista no acordo com as concessionárias, mas seguirá um cronograma de longo prazo.

Os ônibus da frota de transporte coletivo de Cuiabá devem ser substituídos gradativamente por veículos elétricos, conforme previsão em contrato de concessão firmado na gestão anterior, afirmou o prefeito Abilio Brunini (PL) em coletiva de imprensa nesta sexta-feira (6). Segundo ele, a mudança está prevista no acordo com as concessionárias, mas seguirá um cronograma de longo prazo.

Rodinei Crescêncio/Rdnews

De acordo com o prefeito, o contrato de 30 anos, resultado de licitação realizada na administração passada, estabelece limites e obrigações tanto para o município quanto para as empresas. “O contrato tem essa programação para que possa fazer a troca por veículos elétricos, mas ele tem prazo para isso. Então eles vão ter tempo para poder fazer o investimento nesse tipo de veículo, não é agora, mas para frente eles vão ter tempo para fazer isso”, disse Abilio.

A declaração foi feita durante a entrega de 41 novos ônibus da frota. Os veículos, que devem começar a circular na próxima semana, vêm equipados com câmeras de segurança com reconhecimento facial e com ar-condicionado. Durante a coletiva, o prefeito também detalhou o custo do sistema de transporte e o subsídio pago pela prefeitura. Segundo ele, cada passagem custa R$ 11,60, mas o usuário paga R$ 4,95, sendo a diferença bancada pelo município. Abilio defendeu que a renovação da frota pode contribuir para a redução de custos operacionais e ajudar a equilibrar o valor da tarifa.

Rodinei Crescêncio/Rdnews

Abilio também esclareceu que a compra dos ônibus é de responsabilidade exclusiva das empresas concessionárias. A prefeitura não paga diretamente pelo valor dos veículos, mas exige o cumprimento das especificações previstas em contrato, como ar-condicionado, itens de segurança, conforto e acessibilidade. Cabe às empresas escolher os modelos e negociar preços, já que o investimento e o financiamento são privados, enquanto o município remunera o serviço com base no número de passageiros transportados.