Cuiabá, 21/09/2026

Tenente Ledur alega depressão por morte de aluno e quer se aposentar por invalidez

Gilberto Leite

Tenente Izadora Ledur é acusada de torturar o aluno Rodrigo Claro em treinamento. Ela alega estar em depressão e Diário Oficial publica agregação

A tenente Izadora Ledur, envolvida no caso do aluno bombeiro Rodrigo Patrício Lima Claro, que morreu aos 21 anos há quase dois anos, está tentando se aposentar. Ela é acusada de torturar o jovem durante treinamento miliar.

Gilberto Leite/Rdnews

Mãe de Rodrigo, Jane Claro, diz que tenente devia ter aposentado antes de matar filho dela

Diário Oficial do Estado publicou nesta sexta (15) a agregação da tenente acusada. O recurso vale para a entrada na reserva e que seja aposentada por invalidez.  Ao considerar a legislação estadual, diz-se que, quando o militar permanece por 12 meses ininterruptos de licença para tratamento de saúde, a administração pública precisa automaticamente agregar. O militar, na condição de agregado, começa a contar um prazo de dois anos para entrar em processo de reforma.

Na portaria publicada, o destaque é que a agregação ocorre por ter ultrapassado o período de um ano contínuo em licença para tratamento de saúde. Ledur alega estar em depressão, em consequência da morte do aluno militar. 

A mãe de Rodrigo, Jane Claro, conversou com o #rdnews e disse que, diante do que tem ocorrido desde o início do caso, era esperado que a acusada procurasse um documento que a invalidasse. “Esperamos que ela esteja mesmo com problemas psicológicos, mas atestado de invalidez ela deveria ter tirado antes do crime que cometeu. Agora, após tudo isso, ela procura algo para se esconder”, argumenta.

Para a família de Rodrigo todos foram omissos diante das torturas sofridas e que acarretaram na morte do estudante. “Arquivaram o processo e permitiram que ela conduzisse a situação até as últimas consequências. Inválidos são os oficiais envolvidos, do Comando Geral na época. Se alguém tivesse feito algo para impedi-la, meu filho estaria vivo”, acredita.

Para a defesa jurídica que ampara a família no caso, feito pelo advogado Júlio Lopes, o resultado desta agregação pode influenciar no processo judicial. Se agredar, poderá alegar que é “absolutamente incapaz de responder  por seus atos.