Gilberto Leite
Tenente Izadora Ledur é acusada de torturar o aluno Rodrigo Claro em treinamento. Ela alega estar em depressão e Diário Oficial publica agregação
A tenente Izadora Ledur, envolvida no caso do aluno bombeiro Rodrigo Patrício Lima Claro, que morreu aos 21 anos há quase dois anos, está tentando se aposentar. Ela é acusada de torturar o jovem durante treinamento miliar.
Gilberto Leite/Rdnews
Mãe de Rodrigo, Jane Claro, diz que tenente devia ter aposentado antes de matar filho dela
Diário Oficial do Estado publicou nesta sexta (15) a agregação da tenente acusada. O recurso vale para a entrada na reserva e que seja aposentada por invalidez. Ao considerar a legislação estadual, diz-se que, quando o militar permanece por 12 meses ininterruptos de licença para tratamento de saúde, a administração pública precisa automaticamente agregar. O militar, na condição de agregado, começa a contar um prazo de dois anos para entrar em processo de reforma.
Na portaria publicada, o destaque é que a agregação ocorre por ter ultrapassado o período de um ano contínuo em licença para tratamento de saúde. Ledur alega estar em depressão, em consequência da morte do aluno militar.
A mãe de Rodrigo, Jane Claro, conversou com o
e disse que, diante do que tem ocorrido desde o início do caso, era esperado que a acusada procurasse um documento que a invalidasse. “Esperamos que ela esteja mesmo com problemas psicológicos, mas atestado de invalidez ela deveria ter tirado antes do crime que cometeu. Agora, após tudo isso, ela procura algo para se esconder”, argumenta.
Para a família de Rodrigo todos foram omissos diante das torturas sofridas e que acarretaram na morte do estudante. “Arquivaram o processo e permitiram que ela conduzisse a situação até as últimas consequências. Inválidos são os oficiais envolvidos, do Comando Geral na época. Se alguém tivesse feito algo para impedi-la, meu filho estaria vivo”, acredita.
Para a defesa jurídica que ampara a família no caso, feito pelo advogado Júlio Lopes, o resultado desta agregação pode influenciar no processo judicial. Se agredar, poderá alegar que é “absolutamente incapaz de responder por seus atos.
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Fatima 02/08/2018
Se ela não estava em depressão, agora ela terá todos os motivos para ficar. Não consigo nem imaginar o desespero dela ao encontrar o irmão e não poder fazer absolutamente nada. Infelizmente foi uma maneira da vida trazer a conta para a tenente. Sinto pela vida do jovem. E pela mãe que deve estar com a alma despedaçada. Quanto a tenente é Deus que tem que ter pena dela.
dauzanades 18/06/2018
Verdade João. Mas além disso você tem de ser filho de oficial da PM ou político ou de um Juiz(a). O emprego público no Brasil deveria ser extinto, pois não passa de um cabide de emprego onde ninguém faz nada e recebe.
João 18/06/2018
Por isso que tenho que passar em concurso público... Posso fazer um monte de M#$%& e depois me aposentar por "invalidez"
Fernando 17/06/2018
A inimputabilidade após a consumação do crime não exime de responsabilidade. No momento da conduta a tenente era absolutamente capaz. Se fosse um soldado com certeza a Junta de Inspeção de Saúde teria indicado sua capacidade durante a conduta e seria exonerada.
Antonio carlos 17/06/2018
Veja as consequências de suas ações ...creio que hj vc sabe que levou a óbito um jovem ...que tinha um futuro pela frente ....mas vc levou também a sua paz ...ela acabou ...olha o que vc praticou ...destruiu a vida do rapaz ...e junto ...levou todas as suas perspectivas. LEI DA COLHEITA
Zorro 17/06/2018
Fui Militar e presenciei vários militares com IPM e PAD para sua própria exoneração, porém os mesmos já entrava com pedido de afastamento por transtornos psicológicos. A punição para pessoas que cometem crime de tortura até a morte tem que pagar algo que seja a sua exoneração.
dauzanades 16/06/2018
Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário
paulo roberto 16/06/2018
Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário
Robertian 16/06/2018
Pelas reportagens anteriores eu imagino como foi o tratamento dado ao falecido, dizem ter feito zombarias, rotulado de fracote, suposta torturas e outras coisas, agora aparece com depressão? Porque tem que ser assim no meio militar? no exército é a mesma coisa, na UFMT calouros são ridicularizados eu fui calouro nunca concordei com isso, é preciso que algo de tão gravíssimo aconteça para que as pessoas vejam que o respeito é fundamental para todos os seres humanos indistintamente.
Albino Pfeifer Neto 16/06/2018
A alteração psicológica é resultado de culpa. As pessoas não entenderam que estamos aqui para crescermos no bem, na humildade. Em nada nos ajuda querer o mal ao próximo! Jesus nos ensinou, so nos resta praticar!
10 comentários