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Polícia Quarta-feira, 09 de Setembro de 2026, 11:14 - A | A

Quarta-feira, 09 de Setembro de 2026, 11h:14 - A | A

OPERAÇÃO INSÍDIA

Professora e policial penal suspeitos de favorecer facção criminosa são identificados

Contra eles, foram cumpridas as prisões preventivas, dois mandados de busca e apreensão e bloqueios de R$ 40 mil

João Aguiar

A professora presa na Operação Insídia, deflagrada pela Polícia Civil nesta quarta-feira (09) foi identificada como Karoliny Cardoso Viegas. Já o policial penal foi identificado como Nazil Santos Silva. Eles são suspeitos de facilitarem a entrada clandestina de aparelhos celulares e outros itens para integrantes de uma facção criminosa dentro do sistema prisional.

Reprodução

Karoliny Cardoso Viegas e Nazil Santos Silva

 A professora Karoliny Cardoso Viegas (esquerda) e o policial penal Nazil Santos Silva

Segundo a Polícia Civil, Karoliny era contratada da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e atuava como professora em salas anexas de uma escola estadual no Centro de Ressocialização de Várzea Grande. Ela se valia do trânsito autorizado no interior da unidade prisional para viabilizar a entrada clandestina de celulares e outros itens em favor da facção, enquanto Nazil utilizava sua condição funcional para o mesmo objetivo.

Em nota, a Seduc informou que tomou conhecimento do caso e acompanha o andamento das investigações. A professora mencionada não integra mais a Rede Estadual de Ensino desde 8 de março de 2026, quando solicitou exoneração do cargo.

Segundo a Polícia Civil, o policial penal cobrava valores entre R$ 7 mil e R$ 10 mil por cada celular levado para integrantes da facção criminosa. Durante a sua atuação, ele chegou a utilizar a conta de sua companheira para receber os valores, como forma de dificultar a rastreabilidade das movimentações financeiras. 

O entrou em contato com a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus), mas não obteve retorno até o fechamento dessa matéria. O espaço segue em aberto. 

Operação Insídia

Contra a dupla, foram cumpridas as prisões preventivas, dois mandados de busca e apreensão, dois bloqueios de valores e duas medidas de suspensão cautelar do exercício das funções públicas. As ordens judiciais foram expedias pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias da capital.

O bloqueio de ativos financeiros é nos valores de R$ 14,6 mil para a professora e de R$ 25,5 mil para o policial penal.

Os dois são investigados pela prática dos crimes de corrupção passiva continuada, facilitação e intermediação da entrada de aparelhos telefônicos em estabelecimento prisional e associação criminosa. A atuação dos servidores estaria relacionada à logística de integrantes de uma facção criminosa.

Os mandados de buscas têm como objetivo a apreensão de novos elementos que possam contribuir para o avanço das investigações.

Investigação

As investigações iniciaram em junho de 2025, após análise de materiais apreendidos que identificaram transferências via Pix destinados à professora investigada, realizados por reeducandos ou por familiares e visitantes cadastrados.

As informações coincidiram com uma denúncia que apontava a atuação da professora e do policial penal na introdução clandestina de aparelhos celulares e outros itens ilícitos na unidade prisional, mediante o recebimento de vantagens financeiras indevidas.

 

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