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Polícia Quinta-feira, 17 de Setembro de 2026, 14:38 - A | A

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CRIME POR VINGANÇA

Defesa diz ter sido surpreendida por execução de réu: "Não havia ameaças"

Marcos Benedito da Silva foi morto a tiros ao lado da Câmara Municipal, onde seria julgado por um homicídio ocorrido há seis anos

Leticia Avalos e João Aguiar

O advogado Elder Almeida, defensor de Marcos Benedito da Silva - assassinado a tiros na manhã desta quinta-feira (17), em Santo Antônio de Leverger (a 33 km de Cuiabá), pouco antes do início de seu julgamento por homicídio -, afirmou que a vítima não vinha sofrendo ameaças e que tanto a defesa quanto a família foram pegas de surpresa com o crime. 

O suspeito do assassinato foi identificado pela Polícia Militar como Hitalo Rocha Brage, de 37 anos, filho do homem que Marcos teria matado há seis anos, em Barão de Melgaço, e pelo qual seria julgado nesta quinta-feira. Para o comandante do batalhão da PM, tenente-coronel Roberto Menegotto, o crime foi motivado por vingança.

Rafael Medeiros/SBT

Hitalo Rocha Brage, Marcos Benedito da Silva, Leverger

No detalhe, o suspeito de cometer o crime, Hitalo Rocha Brage 

De acordo com o advogado, se o réu tivesse recebido ameaças ou se a defesa temesse represálias, teria pedido que o julgamento fosse transferido para outra cidade ou comarca.

“Não havia ameaça. O fato que seria julgado hoje aconteceu há cerca de seis anos, então não existia ameaça, nada. Se houvesse essa preocupação da defesa ou da própria vítima, o Marcos, nós teríamos pedido o desaforamento. Chegamos a conversar com os familiares e com o próprio Marcos, e entendemos que a medida não era necessária justamente por não haver qualquer represália por parte da família da vítima anterior”, declarou Elder à imprensa.

O crime

Conforme publicado pelo , o crime aconteceu ao lado da Câmara Municipal de Santo Antônio de Leverger, local onde acontecem as sessões do Tribunal do Júri no município. A ação foi flagrada por uma câmera de segurança.

Segundo as apurações preliminares, a vítima teria sido atingida pelo menos três vezes. Segundo Elder, Marcos estava respondendo em liberdade e foi acompanhado por ele até a porta do local. O réu foi deixado do lado de fora com sua irmã e outras testemunhas de defesa, quando o crime aconteceu.

O local foi isolado por equipes da Polícia Militar e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), para realização dos procedimentos cabíveis.

Hitalo Rocha segue foragido. O caso é investigado pela Polícia Civil.

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