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Polícia Quinta-feira, 17 de Setembro de 2026, 18:00 - A | A

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OPERAÇÃO APOLÔNIA

Dentista de Cuiabá é alvo da PF suspeito de elo em desvio de 40 mi do CFO

Recursos da entidade eram repassados a empresa privada sem autorização do Banco Central ou da CVM para operar

Leticia Avalos

O cirurgião-dentista Luiz Evaristo Ricci Volpato, de Cuiabá, foi um dos alvos da Operação Apolônia, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (17) para aprofundar investigações sobre possíveis irregularidades na destinação de R$ 40 milhões em recursos do Conselho Federal de Odontologia (CFO).

Segundo a PF, os recursos da entidade eram repassados a uma empresa privada responsável pela gestão de investimentos. No entanto, a investigação apontou que a empresa não possuía autorização do Banco Central, tampouco da Comissão de Valores Mobiliários, para operar no mercado financeiro.

PF/Instagram

Luiz Evaristo Ricci Volpato, Operação Apolônia

No detalhe, o dentista Luiz Evaristo Ricci Volpato

Foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão em São Paulo e Mato Grosso, expedidos pela 12ª Vara da Justiça Federal Criminal do Distrito Federal. 

Durante a ação, foram apreendidos cerca de R$ 300 mil em dinheiro e veículos. Além disso, a decisão judicial bloqueou até R$ 57 milhões em ativos vinculados a pessoas e empresas sob apuração, entre elas ex-dirigentes do CFO e empresários.

Foram identificadas movimentações financeiras atípicas na investigação, incluindo o fracionamento de quantias, remessas ao exterior e transferências entre empresas e indivíduos vinculados ao caso.

O CFO emitiu uma nota informando que a gestão, à época responsável pelos fatos investigados, já havia sido afastada por decisão da Justiça Federal em razão das irregularidades identificadas na destinação dos recursos do Conselho.

De acordo com a assessoria, o atual presidente do CFO, Jairo Santos Oliveira, assumiu o cargo em 28 de janeiro de 2026 por determinação da Justiça Federal. “Desde então [Jairo] tem colaborado integralmente com a Polícia Federal, o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Ministério Público Federal (MPF) no esclarecimento dos fatos e na responsabilização dos envolvidos”.

A instituição destacou que três ex-dirigentes do CFO já haviam sido condenados solidariamente pelo TCU a devolver mais de R$ 50 milhões aos cofres do Conselho. Além disso, reforçou que, em agosto deste ano, a atual gestão julgou e reprovou as contas do CFO relativas ao período em que os investimentos ora investigados eram contabilizados.

“O Conselho Federal de Odontologia reafirma que acompanha atentamente os desdobramentos do caso, confia nas instituições e permanece à inteira disposição da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e do Tribunal de Contas da União para prestar todos os esclarecimentos e colaborar no que for necessário para a completa apuração dos fatos”, concluiu a entidade em nota.

Outro lado

O tentou contato com Luiz Evaristo, mas não recebeu retorno até a publicação desta matéria. O espaço permanece aberto para manifestação.

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Ângela 17/09/2026

Ele é irmão daqueles dois presos na operação Sepulcro Caiado em julho/2025.

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