União decreta emergência ambiental em MT devido a riscos de incêndios florestais
Janeiro teve um número de incêndios registrados bem acima da média histórica de Mato Grosso
A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, assinou uma portaria, decretando estado de emergência ambiental por risco de incêndios florestais em Mato Grosso, de março a dezembro deste ano, dividido por regiões. A portaria foi publicada no Diário Oficial da União nesta semana.
Elza Fiuza/Agência Brasil
Mato Grosso registrou 21,7 mil focos incêndios no ano passado. Com a seca estendida, novembro, que costuma ser um mês chuvoso, registrou 3,7 mil focos, o maior índice para o mês desde 1998. Em 2024, já foram registrados 1.035 focos de incêndio. Janeiro teve 847 focos, bem acima da média histórica do mês, que é de 394. O índice chegou perto, inclusive, do maior registrado nos últimos 25 anos para o mês de janeiro, que foram 1 mil focos.
Diante desse cenário e da preocupação, a portaria da ministra traz as épocas mais críticas por estado e divide Mato Grosso em três períodos diferentes.
Segundo a portaria, ficará em estado de emergência os municípios das regiões Nordeste, Norte e Sudeste mato-grossenses, entre os meses de março a outubro de 2024. Entre esses municípios estão Aripuanã, Brasnorte, Castanheira, Colniza, Nova Mutum, Sorriso, Canarana, Nova Nazaré, Querência, Tesouro, Rondonópolis e Alto Araguaia. As cidades do Nortão são as que costumam ter os maiores índices de incêndios florestais.
Entre os meses de abril a novembro de 2024, ficam em estado de emergência os municípios do Sudoeste Mato-grossense, como Pontes e Lacerda, Tangará da Serra, Indiavaí, Jauru e Lambari d'Oeste.
Na região Centro-Sul, onde está a capital, cidades da Baixada Cuiabana e municípios como Arenápolis, Nortelândia, Nova Marilândia e Poconé, onde está parte do Pantanal, o estado de emergência ficou decretado entre os meses de maio a dezembro de 2024.