Vencendo a dor - Parte 5
Rodinei Crescêncio/Rdnews
Rodinei Crescêncio/Rdnews
Dando sequência ao projeto Vencendo a Dor — uma jornada em 6 semanas, chegamos a um ponto que muitas vezes não aparece nos exames, mas influencia diretamente na dor: as emoções e os hábitos do dia a dia. Depois de entender o papel da alimentação, do sono e do movimento, é importante olhar para algo menos visível, mas igualmente determinante: a forma como o corpo reage ao estresse e como isso se traduz em dor.
O corpo e a mente não funcionam separados.
Situações de estresse, ansiedade e sobrecarga emocional geram respostas físicas reais. Aumento de tensão muscular, alterações hormonais, piora do sono e maior sensibilidade do sistema nervoso são algumas delas. Com o tempo, esse estado de alerta contínuo cria um ambiente onde o corpo se torna mais reativo — e a dor tende a se manter.
Na prática, isso pode ser percebido de várias formas. Tensão constante em regiões como pescoço e ombros, sensação de cansaço mesmo após o descanso, piora da dor em períodos de maior pressão emocional e dificuldade de recuperação, mesmo com tratamento adequado. Esses sinais mostram que o problema não está apenas na estrutura, mas no funcionamento global do organismo.
Na prática, isso pode ser percebido de várias formas. Tensão constante em regiões como pescoço e ombros, sensação de cansaço mesmo após o descanso, piora da dor em períodos de maior pressão emocional e dificuldade de recuperação, mesmo com tratamento adequado
Outro ponto importante são os hábitos.
O excesso de telas, especialmente à noite, interfere na qualidade do sono e mantém o cérebro em estado de estímulo constante. O consumo frequente de álcool e outros comportamentos repetitivos pode aumentar processos inflamatórios. A falta de pausas ao longo do dia mantém o corpo em tensão contínua.
Esses padrões, quando somados, contribuem para a manutenção da dor.
Existe também um aspecto comportamental importante: o medo do movimento. Muitas pessoas, após episódios de dor, passam a evitar determinadas atividades por receio de piora. Com isso, reduzem o nível de atividade física, perdem condicionamento e entram em um ciclo que reforça o problema.
A dor, nesse contexto, deixa de ser apenas um sintoma e passa a fazer parte de um padrão.
Romper esse ciclo exige ajustes que vão além do físico.
Na prática, algumas medidas simples já ajudam a mudar esse cenário. Criar momentos de pausa ao longo do dia, reduzir estímulos antes de dormir, organizar melhor a rotina e incluir atividades que promovam relaxamento são estratégias acessíveis. A atividade física, além dos benefícios estruturais, também contribui para a regulação emocional.
Outro ponto relevante é a forma como a dor é interpretada. Quando a pessoa passa a enxergar a dor como um sinal que pode ser compreendido e trabalhado, a relação com o próprio corpo muda. Isso reduz o medo, melhora a confiança e favorece o processo de recuperação.
No livro VENCEDOR — O caminho para vencer a dor, esse tema é abordado de forma prática, mostrando como emoções, hábitos e comportamento influenciam diretamente no ciclo da dor — e como pequenas mudanças podem gerar impacto real.
Cuidar da dor não é apenas tratar o corpo.
É ajustar o ambiente em que ele vive.
E isso inclui também a forma como você pensa, reage e organiza o seu dia.
Na próxima e última etapa dessa jornada, vamos falar sobre a base que sustenta todo esse processo: nutrientes, suplementação e saúde celular — elementos que ajudam o corpo a responder melhor e manter os resultados ao longo do tempo.
Fellipe Ferreira Valle é formado em medicina pela Universidade de Medicina de Teresópolis -RJ, realizando posteriormente residência médica em ortopedia na Santa Casa de Belo Horizonte onde também realizou especialização em cirurgia do joelho e cirurgia do ombro e cotovelo. É também membro fundador da Sociedade Brasileira de Regeneração Tecidual e Socio efetivo da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia. Professor de medicina na UNIVAG e preceptor da residência de ortopedia da UNIC. Instagram :@dr.fellipe