Boa gestão, apesar do Jurídico
Misael Galvão (foto) conseguiu fazer uma boa gestão na Câmara Municipal de Cuiabá, mas deixa a presidência desgastado politicamente por erros estratégicos e por assumir posições isoladas e ainda com gosto amargo das urnas por não ter sido reeleito. Promoveu reformas e ajustes, ampliou estrutura dos vereadores e a atuação dos setores da comunicação e tecnologia. Mas, em um deles, deu passo equivocado. Pressionado e boicotado pelo quadro efetivo do Departamento Jurídico, que chegou a travar trâmites no início da gestão, Misael se viu obrigado a quebrar a tradição de nomear advogado experiente e renomado "de fora" para a Procuradoria-Geral, vindo a escolher Daniel Douglas, um dos quatro procuradores efetivos. Foi como escolher o Tabajara Futebol Clube. A partir daí, a Mesa Diretora perdeu praticamente todos embates jurídicos de grande repercussão. O Jurídico falhou, por exemplo, na orientação da CPI do Paletó, no processo de cassação de Abílio e na questão da VI dos vereadores, tanto que não obteve êxito em nenhum dos recursos. E Misael levou a fama.