O ex-procurador de Contas e depois conselheiro do TCE/MT, nomeado a partir de dezembro do ano passado no lugar de Valter Albano, Alisson Carvalho de Alencar (foto), afastado do cargo vitalício pelo STJ, teria recebido, conforme relatório da PF, R$ 8,1 milhões num período de 10 meses (entre janeiro e dezembro de 2025), equivalente a 71,7% de tudo que os quatro procuradores de contas receberam, em parcelas mensais de R$ 150 mil pagas em um canal de fornecedores. Alisson chegou a constituir uma holding familiar, a Aca Holding Patrimonial Ltda, com sua mãe Gladys Carvalho de Araújo Alencar e o irmão Filipe Carvalho de Alencar (já falecido). Segundo a investigação, os pagamentos direcionados a Alisson, suspeito de crime de lavagem de capitais, indicariam situação financeira incompatível com os parâmetros ordinários de remuneração divulgados pelo TCE. No rol de bens adquiridos neste período estão veículos de elevado valor, como um Porsche Cayenne, ano 2025, avaliado em R$ 822,6 mil, e uma BMW X2 M351, também de 2025, de R$ 454 mil. Foram descobertas 113 transações em três contas bancárias de Alisson, recebendo valores em 68 datas distintas, numa média de R$ 120,3 mil, de modo que se observa, em todos os meses, a realização de múltiplos pagamentos.







