Cuiabá, 20/09/2026

Barreiras nas rodovias podem deixar MT sem gás de cozinha em 2 dias no máximo

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Preço médio praticado na Capital é de R$ 95 o botijão de 13kg, variando em faixa de preço entre R$ 90 e R$ 110

O fornecimento de gás de cozinha pode ser afetado em Cuiabá e cidades de Mato Grosso com o protesto de caminhoneiros, que já dura 3 dias no Estado, contra os recentes aumentos do preço do diesel. “Com mais 2 dias de greve, vai faltar gás em Cuiabá e no Estado”, afirma o presidente do Sindicato dos Revendedores de Gás GLP do Centro-Oeste em Mato Grosso (Sinergás-MT), Alan Tavares.

O empresário atende a Baixada Cuiabana como atacadista e tem centrais de gás e 60 lojas móveis em Cuiabá e Várzea Grande. “Somos solidários aos caminhoneiros porque todos nós dependemos do combustível. Mas as distribuidoras, amanhã ou depois, vão ficar sem o produto e não tem como repor por causa da greve”, explica o representante do setor.

O preço médio que está sendo praticado na Capital é de R$ 95 o botijão de 13kg, variando em uma faixa de preço entre R$ 90 e R$ 110. Em um ponto de venda de gás no bairro Boa Esperança em Cuiabá, a vendedora disse que o botijão é vendido por R$ 99 e que o estoque deve durar somente até sexta. “Hoje só entregaram 36 botijões aqui. Normalmente entregam entre 50 e 60 botijões”, afirma ao #rdnews.

Em outro ponto de venda consultado, no bairro Jardim Cuiabá, o botijão de 13kg sai por R$ 110 e o estoque dura somente até esta quinta (24), segundo o atendente. “Amanhã não tem mais, vai faltar”, diz.

Em um terceiro ponto de venda de gás de cozinha na Capital, no qual o botijão de 13kg custa R$ 95, o vendedor confirma que o estoque dura somente até esta quinta. “Se não for liberada a rodovia, o gás pode faltar”, afirma.

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Preço máximo do gás é encontrado em Cuiabá a R$ 115 botijão de 13kg, em levantamento da ANP

Mais caro

Mato Grosso é o Estado que tem um dos preços mais altos no país para o gás de cozinha. No levantamento semanal feito pela Agência Nacional de Petróleo (ANP), o preço máximo do produto foi encontrado em Cuiabá, a R$ 115 o botijão de 13kg. O levantamento foi feito no período de 13 a 19 deste mês.

O preço máximo ao consumidor no Estado também fica acima de R$ 100 em Alta Floresta (R$ 110) e em Rondonópolis e Sorriso, ambas com valor de R$ 105.

O presidente do Sinergás explica que o preço do produto em Mato Grosso já é mais caro por causa do transporte, devido às distâncias dos grandes centros. Outro fator que impacta os preços ao consumidor é o modelo tributário que, segundo ele, impõe alíquota máxima de 17%. "É o único estado que cobra tabela cheia de 17%. Em outros estados, há subsídio e a alíquota fica entre 7% a 12%".