Cuiabá, 05/10/2026

Cesta básica chega a R$ 902 em Cuiabá e acumula alta de 16% em um ano

Levantamento da Fecomércio-MT aponta aumento de mais de R$ 125 em relação a setembro de 2025; tomate e batata tiveram altas superiores a 100%

A cesta básica em Cuiabá encerrou setembro com preço médio de R$ 902,15, alta de 1,41% no mês. Na comparação com o mesmo período de 2025, quando custava R$ 776,83, o aumento foi de 16,13%, segundo o Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT).

Rodinie Crescêncio/Rdnews

 

A diferença de R$ 125,32 em um ano mantém a pressão sobre o orçamento das famílias, avalia o presidente da Fecomércio-MT, Sebastião Gonçalves, o Tião da Zaeli.

“Mesmo com algumas reduções semanais da cesta básica, a comparação anual indica que o consumidor ainda enfrenta um custo significativamente maior para adquirir os mesmos produtos, mantendo a pressão sobre o orçamento das famílias”, afirmou.

O tomate esteve entre os destaques da última semana, com alta de 6,40% e preço médio de R$ 11,69 por quilo. Em relação ao mesmo período do ano passado, o aumento chega a 142,57%.

Segundo o IPF-MT, as chuvas nas principais regiões produtoras têm prejudicado o ritmo das colheitas, a qualidade e a maturação do fruto. A redução da oferta pode ter contribuído para a alta.

O óleo de soja também subiu na semana: 4,66%, chegando a R$ 8,91 por embalagem de 900 ml. Apesar do aumento, o preço ainda está 1,81% abaixo do registrado no mesmo período de 2025. O instituto relaciona a alta à possível restrição da oferta, em um cenário de aumento das exportações e incertezas sobre a próxima safra.

Já a batata ficou 2,45% mais barata na semana, com preço médio de R$ 7,21 por quilo. Conforme o levantamento, a estabilidade climática nas principais lavouras favorece a colheita e amplia a disponibilidade do produto. Mesmo com a queda, o valor permanece 125,40% acima do registrado um ano antes.

Café e leite tiveram movimentos diferentes. Com maior captação e oferta no mercado, o leite recuou 0,13% na semana e passou a custar, em média, R$ 7,29 por litro.

O café, por sua vez, subiu 1,73%, chegando a R$ 27,85 por pacote de 500 gramas. Segundo o instituto, as condições do mercado internacional e as incertezas sobre a safra futura contribuíram para o aumento. Ainda assim, o preço segue abaixo dos valores de 2025.