Cesta básica custa R$ 902 em Cuiabá; tomate sobe pela 2ª semana
Preço fica estável na semana, mas segue acima de 2025; feijão, batata, banana e café apresentam queda
A cesta básica em Cuiabá chegou a R$ 902,37 nesta semana, com alta de 0,02%, o equivalente a R$ 0,22. Apesar da estabilidade, o custo dos alimentos permanece acima dos R$ 788,74 registrados no mesmo período de 2025, segundo levantamento do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT).
O tomate subiu pela segunda semana consecutiva e foi um dos destaques do levantamento. O preço médio avançou 4,29%, chegando a R$ 12,20 por quilo, valor 70,72% superior ao registrado há um ano. Segundo o instituto, a alta pode estar relacionada às chuvas, que prejudicam a qualidade e a colheita dos frutos, e ao encerramento da safra em algumas regiões produtoras.
Divulgação/Assessoria
Na contramão, o feijão caiu 2,04%, passando a custar, em média, R$ 8,42 por quilo. Os estoques acumulados e a baixa demanda podem ter contribuído para a redução. A batata recuou 1,82%, para R$ 7,08 por quilo, possivelmente pela maior oferta e pela qualidade inferior dos tubérculos disponíveis no mercado.
Mesmo com as quedas semanais, os dois produtos continuam mais caros do que no mesmo período de 2025. O feijão acumula alta de 33,35%, enquanto a batata registra aumento de 134,15%.
Para o presidente da Fecomércio-MT, Sebastião Gonçalves, conhecido como Tião da Zaeli, as reduções pontuais não significam uma recuperação do poder de compra das famílias.
“Mesmo quando os preços apresentam pequenas quedas de uma semana para outra, o consumidor ainda sente o peso dos aumentos acumulados ao longo do ano. A cesta acima de R$ 900 mostra como o custo da alimentação continua pressionando o consumo, mesmo quando parte dos produtos apresenta redução no curto prazo”, afirmou.
A banana também ficou mais barata, com queda de 1,42% e preço médio de R$ 8,34 por quilo. Segundo o IPF-MT, o calor intenso nas regiões produtoras acelera a maturação e antecipa a colheita, ampliando a oferta da fruta.
O café recuou 1,12%, para R$ 27,54 por pacote de 500 gramas. O instituto aponta que o retorno das chuvas às principais lavouras e a estabilidade dos estoques internacionais aumentaram a segurança quanto ao abastecimento, o que pode ter contribuído para a queda.
Já o açúcar subiu 0,40%, chegando a R$ 1,63 por quilo. Conforme a análise, as chuvas prejudicaram a colheita da cana e podem ter levado as usinas a priorizar a produção de etanol, reduzindo a disponibilidade de matéria-prima para o açúcar.