Cuiabá, 18/09/2026

Cesta básica fica R$ 107 mais cara em um ano em Cuiabá: R$ 900

Alimentos acumulam alta de 13,56% em um ano; tomate lidera aumento semanal, aponta pesquisa Fecomércio

A cesta básica em Cuiabá subiu pela terceira semana consecutiva e chegou a R$ 900,16, patamar que não era registrado desde junho. Segundo levantamento do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT), o aumento foi de 1,26% entre a segunda e a terceira semana de setembro. Em relação ao mesmo período do ano passado, quando custava R$ 792,65, a cesta ficou R$ 107,51 mais cara, uma alta de 13,56%.

Divulgação/Assessoria

 

Para o presidente da Fecomércio-MT, Sebastião Gonçalves (Tião da Zaeli), o resultado evidencia a pressão dos preços dos alimentos sobre a renda das famílias.

“A manutenção da cesta em patamar elevado, principalmente no comparativo anual, sinaliza que o encarecimento da alimentação continua representando um desafio para o orçamento das famílias.”

O tomate foi um dos principais responsáveis pelo aumento semanal. O preço subiu 8,94%, chegando à média de R$ 12,06 por quilo. Na comparação com o mesmo período de 2025, a alta é de 93,93%.

Segundo o IPF-MT, as chuvas e a redução das temperaturas nas regiões produtoras atrasaram a maturação dos frutos, o que pode ter contribuído para o encarecimento.

Na outra ponta, a banana ajudou a conter uma alta maior da cesta. O preço caiu 8,31% na semana, para R$ 8,30 por quilo, e ficou 6,61% abaixo do registrado há um ano. A avaliação do instituto é que chuvas e ventanias prejudicaram a qualidade das frutas disponíveis no mercado, o que pode ter levado à redução dos preços.

O pão francês também ficou mais barato, com queda semanal de 4,75% e preço médio de R$ 20,03 por quilo. Apesar do recuo, o produto ainda custa 2,72% mais do que no mesmo período de 2025.

De acordo com o instituto, a redução pode estar relacionada a mudanças de fornecedores ou ajustes nas margens de lucro dos estabelecimentos, mesmo diante do aumento dos custos no mercado.

Ao avaliar as oscilações, Sebastião Gonçalves destacou a importância de diversificar as fontes de abastecimento para amenizar o impacto da alta dos alimentos.

“O cenário semanal reforçou a importância da diversificação das fontes de abastecimento, uma vez que problemas concentrados em determinadas cadeias podem provocar aumentos relevantes sem necessariamente gerar pressão uniforme sobre toda a cesta”, afirmou. (Com assessoria)