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Pagamento

Movimentação via Pix chega a R$ 270 bilhões em MT e cresce 15%

Volume acumulado nos oito primeiros meses de 2026 supera em 14,96% o registrado no mesmo período do ano passado

Da Redação

As transações realizadas por meio do Pix movimentaram R$ 270 bilhões em Mato Grosso entre janeiro e agosto deste ano. O volume representa crescimento de 14,96% em relação ao mesmo período de 2025, segundo dados analisados pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso (Fecomércio-MT).

Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

Pix - foto ilustrativa celular

Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

Somente em agosto, as operações somaram R$ 36,6 bilhões. Apesar da ligeira queda em comparação com julho, quando foram movimentados R$ 36,9 bilhões, o resultado ficou 12,17% acima do registrado no mesmo mês do ano passado.

Os dados mostram que, desde abril, Mato Grosso mantém uma movimentação mensal superior a R$ 35 bilhões em operações pelo sistema. O maior volume do ano foi registrado em abril, com R$ 37,8 bilhões.

Para o presidente da Fecomércio-MT, Sebastião Gonçalves, o Tião da Zaeli, os números demonstram que a modalidade já está incorporada à rotina de consumidores e empresários.

“Essa manutenção do volume de transações demonstra que o Pix já está totalmente incorporado à rotina de consumidores e empresários mato-grossenses, contribuindo para dar mais agilidade às transações e ao funcionamento da economia”, afirmou.

Movimentação mensal em 2026

  • Janeiro: R$ 28,9 bilhões

  • Fevereiro: R$ 27,8 bilhões

  • Março: R$ 31,8 bilhões

  • Abril: R$ 37,8 bilhões

  • Maio: R$ 35,1 bilhões

  • Junho: R$ 35,2 bilhões

  • Julho: R$ 36,9 bilhões

  • Agosto: R$ 36,6 bilhões

Segundo Tião da Zaeli, a praticidade, o recebimento instantâneo e a possibilidade de redução dos custos operacionais ajudam a explicar a adesão dos comerciantes.

“A adesão crescente dos comerciantes ao Pix está relacionada à praticidade e à agilidade que a ferramenta oferece. O recebimento instantâneo dos valores melhora o fluxo de caixa das empresas e, em muitos casos, reduz os custos das operações quando comparado a outros meios de pagamento, o que contribui para a expansão dessa modalidade no comércio”, disse.

Restrição ao crédito

O aumento das transações também ocorre em um cenário de maior dificuldade para obtenção de crédito. A Pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) aponta que a parcela de famílias cuiabanas que relatam dificuldade para conseguir crédito passou de 40,3%, em maio, para 48% em agosto.

O levantamento é produzido pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e foi divulgado pela Fecomércio-MT no início de setembro.

Na avaliação do presidente da Federação, a restrição ao crédito pode levar os consumidores a utilizar mais recursos próprios e priorizar pagamentos à vista.

“O crescimento expressivo do Pix sugere que as transações à vista ganharam ainda mais centralidade. O consumidor, com menos crédito disponível no mercado, passa a depender diretamente de sua renda líquida imediata para movimentar a economia”, concluiu.

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