Como investir em ações da Apple
A Apple Inc., criada na década de 70 por Steve Jobs e Steve Wozniak, é uma das empresas mais conhecidas de todo o mundo.
Mais que clientes, a Apple vem conquistando fãs por vários países. Principalmente após o lançamento do Iphone em 2007, que se tornou o produto mais conhecido da companhia.
As ações da Apple entraram oficialmente no mercado em 1980 e desde então vêm despertando muito interesse de diversos investidores. Não à toa, segundo dados da Tech Stocks, em 2018, a companhia foi a primeira empresa privada a atingir o valor de US$ 1 trilhão, comprovando o potencial desse produto financeiro.
Ainda de acordo com o portal, todo esse sucesso tornou a Apple a líder no ranking de empresas de tecnologia mais valorizadas da bolsa americana. À frente de Amazon, Microsoft e Facebook.
Em geral, a Apple distribui seus dividendos quatro vezes ao longo do ano para seus acionistas e os brasileiros também podem adquirir em sua carteira as ações da empresa.
Por isso, esse artigo irá mostrar como investir em ações da Apple estando no Brasil.
Como investir em ações da Apple
Para um brasileiro investir em ações da Apple, existem dois caminhos possíveis: ou pela aquisição dos certificados, chamados de Brazilian Depositary Receipts (BDRs), disponíveis na bolsa de valores brasileira, a B3, ou diretamente pela bolsa americana na qual a empresa está listada, a Nasdaq.
Brazilian Depositary Receipts (BDRs)
Como já mencionado, os Brazilian Depositary Receipts, ou apenas BDRs, são certificados negociados na B3, onde o investidor garante frações da ação que pertence à corretora.
De acordo com a listagem disponível no site da B3, há mais de 200 BDRs disponíveis. Os da Apple estão entre os mais populares.
Uma audiência pública da Comissão de Valores Monetários (CVM) aberta em dezembro de 2019 discute as seguintes mudanças neste tipo de investimento:
* eliminação da restrição à emissão de BDR por emissores estrangeiros que possuam a maior parte de seus ativos e receitas no Brasil. Os valores mobiliários no exterior que sirvam de lastro devem ser admitidos à negociação em um “mercado reconhecido”, designado por entidade administradora de mercado de valores mobiliários em seu regulamento, que deve ser aprovado pela CVM;
* permissão da aquisição de BDR Nível I por investidores não qualificados, ou seja, os que não possuem R$ 1 milhão em aplicações financeiras. As informações sobre os emissores dos valores mobiliários que sirvam de lastro aos BDR devem ser divulgadas em português;
* permissão da emissão dos BDR lastreados em cotas de fundos de índice negociados no exterior, observando as restrições similares às aplicáveis aos administradores de fundos de índices no mercado brasileiro;
* eliminação da restrição de que apenas ações podem constituir lastro dos BDR em valores mobiliários representativos de dívida.
De acordo com o presidente da CVM, Marcelo Barbosa, o objetivo é permitir maior flexibilidade a investimentos por meio de BDRs, para que os brasileiros possam diversificar seus portfólios. Manifestações e sugestões podem ser enviadas à Comissão até fevereiro de 2020 para o e-mail audpublicaSDM0819@cvm.gov.br.
Enquanto isso, atualmente, para o investidor brasileiro adquirir o BDR, o primeiro passo é abrir uma conta em alguma corretora autorizada pela B3.
Essa escolha é importante, porque cada uma tem suas próprias taxas e tarifas. É recomendado que os interessados pesquisem bastante antes de optar, para otimizar seus gastos.
A partir daí, o investidor deve fazer uma transferência de seu banco, via TED ou DOC, para a corretora escolhida - já que é necessário ter saldo em conta para realizar a compra.
Depois, é preciso definir quantas ações deseja adquirir e por qual preço.
Por fim, basta o investidor acessar o home broker - espaço digital no qual acontece as vendas e compras de ações - ou entrar em contato com a mesa de operações pelo telefone.
Bolsa Americana (Nasdaq)
Para adquirir as ações da Apple diretamente pelo mercado americano na qual a empresa está disponível, o Nasdaq, o investidor deve criar uma conta em alguma corretora internacional.
Para isso, pode optar por uma corretora tradicional ou alguma disponível digitalmente.
Após esse passo, assim como na bolsa brasileira, é necessário fazer uma transferência para essa corretora do valor que será investido.
Esse também é um momento importante, com o qual o investidor deve tomar cuidado para gastar menos dinheiro possível.
Um dos pontos que devem ser sempre conferidos é a cotação do dólar, principalmente no caso nos quais a origem do investimento tenha sido em real.
A Remessa Online é uma das opções disponíveis no mercado atualmente. Por meio do portal, é possível enviar dinheiro para uma corretora internacional, uma vez que o site permite transações para o exterior para além de pessoas físicas.
Também por meio da Remessa Online, o investidor pode garantir os menores custos e tarifas do mercado. Assim, é possível investir ainda mais nas ações desejadas.
Uma vez que o dinheiro foi enviado para a corretora americana, já é possível começar as operações de compra e venda.
Assim, os brasileiros podem aumentar seu patrimônio graças às oportunidades de operar e investir no exterior.