Cuiabá, 25/09/2026

Jazida de mármore descoberta em Cáceres deve impulsionar mineração de MT

O Mármore de Carrara é muito usado na construção civil principalmente para acabamentos de alto padrão

Uma grande mina de Mármore de Carrara descoberta recentemente na Serra das Araras, na região de Cáceres (a 250 km de Cuiabá), pode impulsionar a mineração em Mato Grosso. O Estado já é o 6° maior produtor de minérios no Brasil e a produção deve ser ainda maior com a nova jazida. As informações foram confirmadas pelo secretário-adjunto de Mineração de Mato Grosso, Paulo Leite.

A declaração foi feita durante o podcast Minera MT. "É uma mina astronômica e todos os estudos e pesquisas indicam isso. Eu vi blocos de 30 toneladas, com dureza espetacular. Algumas informações indicam que é de uma das melhores qualidades do mundo", afirma.

Reprodução/Enfoque Business/Minera MT

O tamanho exato da jazida ainda não foi divulgado, porque os estudos ainda estão sendo feitos. O Mármore de Carrara é muito usado na construção civil principalmente para acabamentos de alto padrão a preços que podem chegar a R$ 900 o metro quadrado. 

Ainda conforme Paulo Leite, o potencial da jazida só será completamente explorado se houver o beneficiamento feito em Mato Grosso.

"É bom para Mato Grosso se for beneficiado aqui, porque se for só explorado e levado para o Espírito Santo ou Bahia para beneficiar, qual o interesse? Vai ser recolhida uma taxa para a Sedec [Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico], mas nós temos uma Zona de Processamento ao lado da mina, a menos de 40 km. Nós precisamos dar incentivo para essa mineradora beneficiar as pedras", afirma.

De acordo com o secretário, a inauguração da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Cáceres, que deve ocorrer em setembro deste ano, poderá possibilitar esse beneficiamento.

"Não é só o emprego que a mineradora traz. Ela traz conhecimento, técnicos de qualidade, pessoas que conhecem o mercado internacional de pedras ornamentais e uma série de outras coisas. Nós temos o minério e tem um custo de exploração dele, o custo ambiental, mas tem que ter também o retorno. Isso deve ser discutido. Tem muita coisa a ser feita", pontua.