Cuiabá, 16/10/2026

Sindipetróleo rebate Governo Federal sobre redução no preço do combustível: “Consumidor gastará mais”

Segundo o sindicato, no fim do mês o consumidor gastará mais porque precisará abastecer mais vezes

O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis de Mato Grosso (Sindipetróleo-MT), Claudyson Martins, emitiu uma nota em resposta ao anúncio do Governo Federal de que a mistura de etanol anidro na gasolina - passando de 27% para 30% - resultaria na diminuição do preço dos combustíveis. Entretanto, segundo o sindicato, tal declaração “não corresponde à realidade dos fatos”.

“Mais etanol na gasolina significa maior consumo. Por ter menor rendimento energético, o etanol faz o veículo rodar menos quilômetros por litro. Resultado: o motorista abastece mais vezes e gasta mais no fim do mês. O verdadeiro problema está na alta carga tributária”, diz trecho da nota.

Guito Moreto / Agência O Globo

O Sindipetróleo disse ainda que o  impacto real do aumento da mistura de etanol pode levar a uma possível redução de, no máximo, R$ 0,02 por litro, “ muito distante dos R$ 0,11 por litro anunciados”. Já no caso do óleo diesel, o sindicato destacou que o aumento da mistura de biodiesel de 14% para 15% pode gerar acréscimo de até R$ 0,02 por litro.

Ainda de acordo com a nota, Sindipetróleo deixou claro que o mercado de combustíveis segue o “regime de preços livres” e que não possui intervenção nos valores. Além disso, destacou que os postos realizam a precificação a partir dos valores das distribuidoras, sendo que estas são influenciadas por fatores como importação, preço dos biocombustíveis, câmbio, créditos de descarbonização (CBIOs) e o cenário internacional. 

“Menos maquiagem. Mais verdade. Reduzir imposto é a única medida realmente efetiva, honesta e transparente para aliviar o bolso do brasileiro. Trocar gasolina por etanol na mistura não resolve. Quem paga essa conta, mais uma vez, é o consumidor final”, conclui a nota.