Abilio minimiza isolamento de Flávio e aposta no voto da direita - vídeo
Prefeito de Cuiabá afirmou que Bolsonaro não precisa de tempo maior na propaganda eleitoral
Rodinei Crescêncio/Rdnews
Prefeito de Cuiabá Abilio Brunini ao lado da vereadora e primeira-dama Samantha Íris
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), trata com naturalidade a dificuldade do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) em aglutinar partidos em sua aliança. Sem conseguir fechar apoio com siglas de peso, como PP, União Brasil (UB), Republicanos e Podemos, Flávio se viu obrigado a concorrer com chapa pura. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro terá como vice o deputado federal Alfredo Gaspar (PL).
Para Abilio, a falta de apoio formal de outros partidos não compromete o projeto eleitoral, já que o foco da campanha está no eleitorado de direita, e não na formação de uma ampla coligação. Questionado sobre eventuais prejuízos, como menor tempo de TV e recursos, o liberal também minimiza. “Juntar mais dois, três ou quatro partidos não vai mudar muito na campanha do Flávio. A campanha tem teto de recursos e tenho certeza de que esse teto será alcançado dentro da legalidade”, desconversa.
Ao defender a estratégia, o prefeito relembrou as campanhas do ex-presidente Jair Bolsonaro em 2018 e 2022, quando disputou a Presidência com alianças reduzidas e pouco tempo de TV, sobretudo na primeira eleição. Também citou a própria eleição em Cuiabá como exemplo de que uma coligação enxuta não impede a vitória. “Nosso foco não é aglutinar um monte de partidos. Nosso foco é o eleitor que escolhe resgatar o país através do nosso candidato”, frisa.
Abilio também direcionou críticas ao MDB, partido que decidiu integrar a coligação encabeçada pelo PL em Mato Grosso, mas que ocupa três ministérios no governo do presidente Lula (PT). Na avaliação do prefeito, a estratégia nacional da sigla é evitar um posicionamento formal na disputa presidencial para preservar candidaturas proporcionais. Ele ainda citou o comportamento da legenda nas eleições de 2022, quando lançou Simone Tebet, hoje no PSB, no primeiro turno e apoiou Lula na etapa final da disputa. “Como você acha que o MDB vai se posicionar no segundo turno? É óbvio que vai apoiar Lula. Tem três ministérios”, alfineta.
Abilio estendeu a análise a outras siglas, como PSD e Republicanos, que, segundo ele, evitam declarar apoio nacional para não prejudicar candidatos em diferentes estados. O prefeito também ressaltou que eleitores identificados com políticos de perfil conservador devem migrar naturalmente para Flávio Bolsonaro na disputa presidencial. “Quem vota no [Romeu] Zema vem para o Flávio. Quem vota no Tarcísio [de Freitas] vem para o Flávio. Quem vota no [Ronaldo] Caiado vem para o Flávio”, concluiu.