Fávaro nega influência eleitoral em novo reajuste do Bolsa Família
O senador e casndidato à reeleição, Carlos Fávaro (PSD), negou que o reajuste de 15% e o novo piso do Bolsa Família tenham sido parte de uma estratégia de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para se beneficiar nas eleições de ano. O anúncio das mudanças no programa de transferência de renda ocorreu nesta quarta-feira (17), a 17 dias do primeiro turno das eleições.
Em entrevista à imprensa, Fávaro apontou que o anúncio da medida é consequência de uma questão orçamentária, sendo necessárias correções para o ano subsquente, não só do Bolsa Família, cujo aumento será pago já a partir do próximo mês.
Rodinei Crescêncio/Rdnews
"Eu acho que é normal, natural, nós temos que atualizar, porque está chegando o momento de votar o orçamento de 2027. Eu sou membro da Comissão Mista de Orçamento, da CMO. Começa a ter que reajustar salário mínimo, Bolsa Família, a política pública", manifestou ele, sem citar que o impacto financeiro será de quase R$ 6 bilhões até final de 2026 e R$ 22 bilhões em 2027.
A medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU), provocando alteração no piso do benefício, que sai de R$ 600 para 691. Além disso, a média de pagamentos sai de R$ 675 para R$ 777. Atualmente, aproximadamente 19 milhões de famílias recebem esse tipo de suporte financeiro. A oposição do Governo Lula tem reclamado da decisão às vésperas do pleito.
Fávaro nega medida eleitoreira em atualização do Bolsa Família às vésperas da eleição pic.twitter.com/4ShiMstVEN
— RDNews (@_rdnews) September 17, 2026