Cuiabá, 18/09/2026

Fávaro pede voto de confiança, defende Plano Safra e banca apoio a fim da 6x1

Ele destacou a abertura de 555 novos mercados enquanto esteve no comando do Ministério da Agricultura

O senador e candidato à reeleição, Carlos Fávaro (PSD), pediu um voto de confiança aos representantes da indústria, comércio e agronegócio na tarde desta quarta-feira (9), durante sabatina com representantes da Fiemt, Fecomércio e Famato, responsáveis pela Aliança do Setor Produtivo. Ele defendeu suas ações como ministro da Agricultura (2023 a 2026) e marcou posição favorável à proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6x1. Além disso, apresentou propostas rigorosas contra o que ele chamou de "praga das bets".

Como defesa do seu projeto de reeleição, o senador apontou a abertura de 555 novos mercados como ministro e o desenvolvimento de políticas públicas que ajudaram o setor. Deste modo, pediu comparação entre os candidatos e que os presentes separem aqueles que já entregaram serviço e os que estão no campo das promessas e dos ataques gratuitos de campanha.

Reprodução

Questionado sobre Seguro Rural, ele defendeu a modalidade paramétrica, quando a proteção financeira para o agronegócio paga indenizações automaticamente com base em índices climáticos ou de produtividade predefinidos (como volume de chuva ou dados de satélite), sem a necessidade de vistoria presencial dos danos na lavoura.

No âmbito do Plana Safra, pediu que os produtores comparassem a gestão de Lula com do Governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), uma vez que o petista aportou mais de R$ 2 trilhões ao setor, ou seja, houve valorização. Sobre críticas e cobrança dos produtores de que o Plano Safra não teria sido suficiente, Fávaro artibuiu a culpa ao endividamento, às crises climáticas, alto custo de produção e preços de comoddities achatadas, medidas que criaram um abismo para que o setor acesse o crédito. Como solução, defendeu a repactuação das dívidas e se mostrou disposto a articular isso junto ao Ministério da Fazenda.

Pressionado na Ambiente Econômico, Fávaro assegurou que vai votar a favor da redução da jornada de trabalho e uma regulamentação justa para os empresários. Assim, defendeu a desoneração de impostos como saída para socorrer o setor: "Mais importante que o fim é como vamos regulamentar". A PEC da escala 6x1 é rejeitada pelo setor empresarial, contudo, já passou na Câmara dos Deputados e será votada no Senado após as eleições.

Sobre as Bets, senador frisou que o Governo Lula fez a regulação para evitar a proliferação das bets, medida que não tem sido suficiente. Ele pediu apoio das entidades para apoiarem seu projeto que visa extinguir essa "praga" das bets.

A organização disponibilizou 3 minutos para se apresentar, seguido de 6 perguntas, sendo 2 duas de cada entidade: Fiemt, Fecomércio e Famato, responsáveis pela Aliança do Setor Produtivo.

Aliança do Setor Produtivo

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel, defendeu que os candidatos ao Senado possuem alta responsabilidade não só com o Estado, mas com todo o país, diante das atribuições constitucionais. "Fazemos isso em um momento particularmente importante para país. O Senado tem papel fundamental nas decisões nacionais, por ele passam reformas e mudanças na legislação, mas também há atribuições para o equilíbrio entre poderes e a preservação das instituições. As sucessivas crises em Brasília e os episódios recentes envolvendo a Suprema Corte aumentam a preocupação com a credibilidade das instituições brasileiras. Esperamos dos futuros senadores independência e responsabilidade para exercer plenamente suas atribuições constitucionais", disse.

O presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Mato Grosso (Fecomércio-MT), Tião da Zaeli, criticou a alta da taxa impostos, o avanço do mercado digital e formulou questionamentos ao fim da escala 6x1 e a reforma tributária. O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Vilmondes Tomain, também valorizou o evento.