Cuiabá, 30/10/2026

Mauro cobra retratação após acusação de trairagem; Dilmar não recua

Após ser chamado de traidor por Dilmar Dal Bosco, presidente do União Brasil diz que deputado se desequilibrou e cobra retratação

O presidente do União Brasil em Mato Grosso, Mauro Mendes, cobrou retratação do deputado estadual Dilmar Dal Bosco e negou que tenha sido traíra com membros do partido ao defender apoio ao governador Otaviano Pivetta (Republicanos), aliado de fora da federação que inclui o PP, a nível nacional. 

Durante a convenção do UB, nesta quinta-feira (30), Dilmar apontou que sempre foi partidário, ajudando a construir projetos autorais e que, em toda a sua trajetória, nunca havia presenciado traição de dentro para fora, diante da corrente pró-Pivetta que está infiltrada no partido. "Eu nunca na história, desde o PFL, nunca na história, vi o partido traindo o partido. Eu nunca tinha visto. Com todo respeito”, disparou Dilmar.

Rodinei Crescêncio

 Jayme Campos, Mauro Mendes e Dilmar Dal Bosco

Minutos depois, em entrevista, Mauro foi questionado sobre a declaração de Dilmar. Na sua concepção, o correligionário estava desequilibrado e deveria se retratar publicamente, pois não havia se manifestado em nenhum momento como "traidor". Atualmente, Mauro é contrário ao projeto do senador Jayme Campos como nome ao Governo.

"O Dilmar foi extremamente equivocado. Ele desconhece a história do próprio partido. Quantas vezes o Arena, o PFL, o próprio partido apoiou outros candidatos em vários lugares. Nós tínhamos candidatos a prefeitos em várias cidades do nosso partido. Tinha gente aqui hoje que apoiou um candidato de outro partido. Eu acho que esse foi um momento de desequilíbrio. Acho que [ele] vai se retratar do que falou", disparou Mauro, negando dar rasteira no partido e declarando não temer nenhum tipo de contestação judicial dos procedimentos do partido na condução da convenção.

De prontidão, Dilmar alegou que não pessoalizou a situação e que não iria pedir nenhum tipo de retratação. O parlamentar é ligado ao grupo de Jayme Campos. Eles correm contra o tempo para tentar apoio entre os 51 convencionais do partido. A eleição para definição sobre projeto de governo vai encerrar às 17h45, conforme apurado pelo #rdnews. 

"Não falei nada de errado. Falei que realmente o partido está em votação. Ou trai o partido, ou não trai o partido. Nós temos uma candidatura de governador do Estado", concluiu Dilmar.