Cuiabá, 27/10/2026

Mauro vê caroneiros perto de Flávio e reduz força de Lula: Sem picanha

Ex-governador e pré-candidato ao Senado vê enfraquecimento do PT e oportunistas tentando surfar na onda do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro

O ex-governador e pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes (União Brasil), avalia que muitos "caroneiros" tentarão se apoiar no senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), diante do "enfraquecimento" da força do presidente Lula (PT) que, segundo ele, ainda não teria propiciado aos brasileiros a picanha na mesa prometida na campanha de 2022.

A fala do político foi realizada durante o programa Roda de Entrevista, da TV Mais, nessa quinta-feira (23), quando questionado sobre a postura da deputada Janaina Riva (MDB) de dar um perfil mais à direita para a sua sigla ao declarar apoio para o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

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Mauro começou o discurso apontando que não poderia fazer juízo de valor sobre eventuais aproximações, mas não se conteve e indicou que a força de Flávio, herdada do espólio político do pai, certamente influencia uma mobilização.

"Ele é um candidato muito competitivo, está muito bem posicionado no cenário das pesquisas, da grande maioria das pesquisas que acontecem no país. E é natural, então, que tenha um monte de gente querendo pular nesse barco. É natural que isso aconteça. E o MDB, outros partidos estão aí namorando com ele e vendo que o Lula está tendo muita dificuldade. O tecido político do PT, do próprio presidente Lula, cansou", comentou.

Na avaliação de Mauro, o Governo Lula tem sério problemas e a resposta virá nas urnas. "Com todo respeito, e eu não gosto muito de ficar perdendo meu tempo e criticando as pessoas, mas nós temos que reconhecer que o brasileiro não está comendo picanha, que a vida da grande maioria dos brasileiros não melhorou. Temos os juros mais caros do mundo, nós temos aí uma dívida pública que está crescendo muito. O brasileiro, praticamente de cada 10 famílias, 7 estão endividadas hoje no país. Então, existe um momento ruim de insatisfação e não está bem as coisas para o lado do presidente Lula", completou.

Favorável a Flávio, Mauro não comentou sobre estar na cola do político para as eleições deste ano, inclusive, com a tentativa de apoio para o seu aliado, governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que teve mais uma vez a porta fechada durante a Norte Show, em Sinop, nesta semana. Na oportunidade, Flávio bancou que, por ora, só existe possibilidade de apoiar os nomes oficiais do seu partido em Mato Grosso: o federal José Medeiros, que vai ao Senado, e o senador Wellington Fagundes, que disputará o Governo - em oposição direta a Pivetta.

Veja o trecho da entrevista: