Cuiabá, 17/09/2026

Medeiros blinda Flávio Bolsonaro e mira rivais por elo com Vorcaro: Quem for podre que se quebre

Candidato ao Senado foi questionado sobre relações do presidenciável com o ex-controlador do Banco Master

O deputado federal e candidato ao Senado por Mato Grosso, José Medeiros (PL), "blindou" o senador e presidenciável, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), por receber recursos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro para o financiamento da obra cinematográfica que homenagea o ex-presidente Jair Bolsonaro, o filme "Dark Horse". Ao mesmo tempo em que não criticou a relação de Flávio com o ex-controlador do Banco Master, atualmente preso, ele cobrou que seus rivais sejam amplamente punidos por suposta relação criminosa. Dados extraídos do celular de Vorcaro mostram que ele mantinha proximidade com a alta cúpula de políticos, membros do judiciário e empresários do Brasil.

Medeiros é crítico do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, cuja esposa firmou um contrato de serviços advocatícios com Vorcaro, na ordem de R$ 120 milhões. Para o parlamentar, Moraes deveria sofrer impeachment e até ser preso, diante da suspeita dele de que havia uma via de "mão dupla" entre o então banqueiro e o ministro. Neste cenário, Medeiros cobrou políticos que também tiverem recebido dinheiro para atuar em favor de Vorcaro, que sofram as consequências, mas isentou Flávio, quando questionado também sobre essa relação.

Rodinei Crescêncio/Rdnews

"O Banco Master era um banco que tinha negócios pelo Brasil inteiro. Se a régua for colocar o Flávio Bolsonaro por um negócio privado, com contrapartida clara, com objeto jurídico claro, como criminoso, então vai prender boa parte da clientela do banco. Então a gente precisa separar do que é advocacia administrativa, do que são relações espúrias de contrapartida sobre decisões e sobre proteção jurídica de negócios privados', inicou.

Ele sustenta que não há como tentar manchar a imagem de Flávio ou de Bolsonaro, pois nunca teria sido cobrado ou prometido nada para liberação de recursos para a homenagem. "Eu disse que quem for podre se quebre. Eu não estou falando que o Flávio é podre.  Não existe se ele for [podre]. Está bem claro que esse negócio privado, com contrapartida de bilheteria. Não era assim: 'olha, me dá tanto aí que eu vou votar para você'", disparou.

Questionado sobre a origem dos recursos, uma vez que Vorcaro é acusado de participar de um dos maiores esquemas de fraude no Sistema Financeiro Nacional, Medeiros reafirmou que acredita que Flávio possui conduta ilibada.