Cuiabá, 28/09/2026

Não vão conseguir jogar Flávio no lamaçal do Master, dispara Medeiros - veja vídeo

Candidato ao Senado afirma que relações entre presidenciável e ex-banqueiro foram espontâneas e critica tentativa de associá-los às investigações

Rodinei Crescêncio/Montagem

O deputado federal e candidato ao Senado por Mato Grosso, José Medeiros (PL), saiu em defesa do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e rejeitou a tentativa de associá-lo ao escândalo envolvendo o Banco Master e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro - pivô do maior escândalo financeiro da história do Brasil. Em visita ao grupo #rdnews, onde concedeu entrevistas ao portal e ao Rdtv Cast, Medeiros afirmou que adversários tentam colar a imagem de Vorcaro à de Flávio em razão da liderança do liberal na corrida pelo Planalto.

“Nosso eleitor está vacinado em relação a isso e o desespero está tão grande que hoje eu vi o ministro da Justiça querendo fazer ligações de Flávio [...] Isso não cola no Flávio. Eles querem fazer a estratégia do poço de piche, chamar o Flávio para a mesma lama, porque quem tem verdadeira ligação, e aí sim, ligação espúria, por que é que há que se separar”, disparou.

 As investigações da Polícia Federal, no entanto, apontam Flávio como interlocutor direto de Vorcaro nas tratativas relacionadas ao financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo a PF, o senador trocou mensagens com o então banqueiro, teve encontros presenciais e fez cobranças sobre os pagamentos para a produção. Flávio nega irregularidades e afirma que buscava apenas financiamento privado para o longa.

Na percepção de Medeiros, as relações de Flávio com Vorcaro, incluindo o financiamento do filme sobre Jair Bolsonaro, além de encontros e viagens em aeronave ligada ao então banqueiro, ocorreram de forma espontânea e sem qualquer promessa de contrapartida.

A PF investiga, entre outros pontos, os repasses de Vorcaro para o financiamento de Dark Horse. Relatórios tornados públicos apontam que Flávio negociou diretamente recursos para o filme e que pelo menos R$ 60 milhões teriam sido efetivamente pagos. A investigação busca esclarecer a origem, o trânsito, a destinação e os beneficiários finais dos valores.

Medeiros, por outro lado, faz uma distinção entre as relações de Flávio com Vorcaro e os vínculos comerciais mantidos pelo ex-banqueiro com integrantes ou familiares de integrantes do Judiciário. Ele afirma que o empresário mantinha uma ampla rede de contatos em Brasília, incluindo Câmara, Senado e governos estaduais.

O deputado avalia que esse tipo de interlocução entre empresários e autoridades é comum na Capital federal e afirma que Vorcaro teria conseguido ampliar sua rede de influência política e empresarial.

“É bom que a gente diga: o Master, o sistema financeiro estava todo nesse negócio. Aliás, não é novidade esse que o Master fazia, os bancos fazem isso o tempo inteiro e ali é uma briga entre bancos com um que conseguiu furar a bolha e começar a pegar o manjar deles, que eles vivem ali na garganta das prefeituras, do Estado, essas folhas de pagamento. O que rola de confusão entre eles pelas folhas de pagamento é uma coisa de louco”, afirmou.

Na avaliação de Medeiros, a expansão dos negócios e das relações de Vorcaro teria provocado uma disputa entre instituições financeiras. “E aí, com as relações que ele criou em Brasília, ele tomou desse povo e aí saiu uma briga entre bancos. O Vorcaro, ele é, vamos dizer assim, um soldado abatido na guerra, é uma autofagia entre eles”, frisa. Em seguida, finaliza dizendo que é preciso fazer a distinção do Vorcaro que estava amealhando relações e dando um toma lá e da cá para conseguir um contrato, ou para se blindar, e as relações comerciais desse banco.