Cuiabá, 30/10/2026

Pré-candidato a federal, pastor defende fim da polarização: “Nem o futebol divide famílias assim”

Pré-candidato a deputado federal pelo PSDB, Edilson Senna afirma que radicalismos de direita e esquerda prejudicam o país e pede mais civilidade no debate político.

Annie Souza/Rdnews

Pré-candidato a deputado federal pelo PSDB, o pastor Edilson Senna

Pré-candidato a deputado federal pelo PSDB, o pastor Edilson Senna avalia que a polarização política no país é prejudicial e precisa ser superada. “Já vivemos em um país sem polarização, e todo mundo era feliz com isso. Nem o futebol divide a família como a polarização tem dividido”, afirmou Senna, que preside o Conselho de Ministros Evangélicos Cristãos de Mato Grosso (Comec).

Conservador e alinhado à centro-direita, o pastor defende a pacificação do ambiente político e afirma que diferentes correntes ideológicas precisam conviver com respeito e civilidade.

“O radicalismo, tanto de direita quanto de esquerda, é igual. Só muda a cor da bandeira ou do partido. Sou totalmente contra. Não se pode escolher uma pessoa apenas porque ela é de direita ou de esquerda. Quando alguém vai escolher um governante ou parlamentar, precisa avaliar se ele tem condições e capacidade de representar a população”, argumentou o líder religioso durante visita à sede do #rdnews, quando concedeu entrevistas ao portal e ao Rdtv Cast.

Senna afirma que todos são bem-vindos dentro da Igreja, independentemente de posicionamento político. Como exemplo, citou que, durante a campanha eleitoral em Cuiabá, o então candidato do PT à Prefeitura, Lúdio Cabral, teve espaço para apresentar suas propostas, assim como os demais concorrentes.

“Tem pastores que são de esquerda, tem pastores que são de direita e tem pastores que não são nem de esquerda nem de direita”, observou, ressaltando que já mediou também divisões dentro dos lares dos fieis.

Assim, para ele, o mais importante é o respeito mútuo e a compreensão de que a disputa política termina após as eleições.

“Nós podemos acabar com isso [a polarização]. Estou torcendo e orando para que isso aconteça. A Marcha para Jesus, por exemplo, também tem esse objetivo: contribuir para o fim dessa polarização”, concluiu, numa referência ao evento que ocorreu em Cuiabá nesse sábado (20).