Cuiabá, 25/09/2026

Wilson Santos destaca atuação contra seis PCHs no rio Cuiabá

Deputado cita mobilização junto à ANA e expedições com pescadores e ribeirinhos; candidato à reeleição, promete manter defesa do rio e do Pantanal

 

O deputado estadual Wilson Santos (PSD), candidato à reeleição, destaca entre as ações do mandato a mobilização contra a instalação de seis Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) no rio Cuiabá. Os empreendimentos, projetados pela empresa Maturati Participações, abrangem um trecho de aproximadamente 190 quilômetros do rio.

Divulgação/Assessoria

 

O projeto reúne as PCHs Guapira II, Iratambé I, Iratambé II, Angatu I, Angatu II e Perudá. Contrário à proposta, o parlamentar aponta riscos ao equilíbrio ambiental e às comunidades que dependem do rio.

Em fevereiro de 2025, Wilson esteve em Brasília para discutir o assunto com a diretoria da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). A reunião tratou da tentativa da Maturati de obter a declaração de disponibilidade hídrica necessária aos empreendimentos. A empresa recorreu à Justiça para que a agência reavaliasse o processo.

“Iremos lutar até a última hora contra as hidrelétricas no rio Cuiabá. Vamos lutar contra esse absurdo! O caminho não é a destruição dos rios e do Pantanal, mas sim, a utilização da energia solar”, declarou.

O deputado também levou o debate às comunidades em três expedições fluviais. A mais recente, realizada em março de 2026, percorreu aproximadamente 900 quilômetros entre a região da barragem do rio Manso e o Pantanal, com a participação de pesquisadores, especialistas ambientais, pescadores, representantes de órgãos públicos e lideranças locais.

Durante o percurso, a comitiva promoveu reuniões para ouvir moradores da bacia do rio Cuiabá. Em um dos encontros, Wilson afirmou que todas as comunidades consultadas até aquele momento haviam se manifestado contra as PCHs.

Caso seja reeleito, o parlamentar pretende manter a defesa do rio e do Pantanal, com cobranças por investimentos em saneamento básico, tratamento de esgoto e destinação adequada do lixo. Também aponta como prioridades a preservação dos peixes e das áreas de reprodução, além da melhoria das condições de vida das comunidades ribeirinhas.