Cuiabá, 03/11/2026

A baixada cuiabana não pode viver só de carnaval e futebol, afirma Emanuel - leia

Para o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), os investimentos do Programa Mais MT do governo do estado precisam incluir a baixada cuiabana. Ele avalia que o crescimento econômico com o boom do agronegócio ocorreu com sacrifícios para a baixada que deve ser incluída no pacote de obras para fomentar o desenvolvimento.

A fala ocorreu na primeira reunião do Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico e Social do Vale do Rio Cuiabá do qual Emanuel é presidente. O encontro, na segunda (8), teve massiva presença de 12 prefeitos dos 13 municípios que compõem o Consórcio.

secom

Ao comentar sobre o pacote de obras lançado por Mauro Mendes, o Mais MT, Emanuel cobrou a inclusão da região da baixada como prioritária

 “Até quando vamos viver de carnaval e futebol amador, cururu e siriri? Isso é muito importante, mas está na hora de adotarmos uma política séria de investimentos e desenvolvimento regional a esses pioneiros”, questionou o prefeito da Capital durante em reunião em Santo Antônio do Leverger (30 km de Cuiabá).

Em seu discurso, o gestor tocou em pontos sensíveis que mobilizam a memória cultural da baixada mais antigos do estado e lembrou que, apesar de pioneiros na formação político administrativa, os municípios têm sofrido estagnação econômica quando comparados com outros das regiões norte e médio norte.

“A região da baixada, onde tudo começou, somos quase 1,1 milhão de pessoas, o palco de decisões político administrativas. Portanto precisamos redesenhar o modelo de desenvolvimento regional onde poucos tem muito e muitos, têm muito pouco, especialmente em Cuiabá e Várzea Grande”, defendeu.

Ao comentar sobre o pacote de obras lançado por Mauro Mendes, Emanuel cobrou a inclusão da região como prioritária.

“Temos dois maiores municípios do estado, Cuiabá e VG, mas ainda temos outros menores e é necessário acordar e entender que, juntos, somos os maiores municípios do estado. Até agora nada foi dito sobre investimentos, estamos nos unindo para integrar interesses comuns, gerar emprego e renda. Os menores pagam um preço caro pelo desequilíbrio do desenvolvimento”, concluiu.