Deputados articulam emendas à RGA e presidente diz: Quem deve tem que pagar
Deputados tentam viabilizar pagamento de passivo de quase 20%. Mauro vai mandar RGA de 4,26% com base no IPCA
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Ao centro presidente Carmem Machado. À esquerda Henrique Lopes, presidente do Sintep e à direita Adolfo Grassi
Os deputados estaduais Lúdio Cabral (PT), Wilson Santos (PSD) e Janaina Riva (MDB) articulam a apresentação de emendas ao projeto da Revisão Geral Anual (RGA), que deve ser encaminhado nesta terça-feira (13) à Assembleia Legislativa para votação nesta quarta (14). O objetivo é viabilizar que, mesmo de forma escalonada, o Executivo quite o passivo de 19,52% da RGA.
A informação foi repassada nesta terça (13) pela presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso (FEESP-MT), Carmem Machado, em entrevista à imprensa.
“Nós temos que pensar que é preciso um reconhecimento de dívida. Quem deve, tem que pagar. E o Estado precisa reconhecer esse passivo”, frisou Carmem.
A sindicalista ressaltou que os servidores estão abertos à negociação, desde que o percentual seja justo para o funcionalismo e que não prevaleça o discurso de que o pagamento impactaria negativamente o Estado ou comprometeria obras estruturantes.
“A gente sabe perfeitamente que o Estado de Mato Grosso está muito longe do limite prudencial e do limite de responsabilidade. Portanto, não há que se falar em impossibilidades, e sim em possibilidades totais”, destacou.
Questionada sobre a possibilidade de greve, a presidente da federação voltou a afirmar que o objetivo não é o confronto, mas que o endurecimento do movimento paredista, inclusive com greve, não está descartado. Carmem também reclamou que o secretário da Casa Civil, Fábio Garcia, chegou a garantir a abertura de uma mesa de negociação, o que não ocorreu.
RGA de 4,26%
Apesar da articulação parlamentar, o governador Mauro Mendes (União) não dá sinais de que possa atender à reivindicação sindical. Em entrevista à imprensa nesta terça, Mauro afirmou que encaminhará o projeto da RGA apenas com o percentual previsto em lei, de 4,26%, referente ao IPCA.