Cuiabá, 02/10/2026

Governador e secretário classificam de leviana afirmação sobre caixa 2

Em nota, primos Pedro e Paulo Taques destacam que toda movimentação da campanha de 2014 está registrada, inclusive dívidas ainda não pagas, e que Malouf não exerceu nenhuma função

O governador Pedro Taques e o primo e secretário Paulo Taques (Casa Civil) classificaram de fantasiosas, levianas e absurdas as afirmações do empresário Alan Malouf, que, em depoimento ao Gaeco e ao Naco na última sexta (16), como parte da operação Rêmora, citou suposta existência de valores não contabilizados na campanha de 2014.

Malouf afirmou que operou o caixa 2 da campanha do ex-pedetista e hoje tucano. Segundo ele, em abril daquele ano foi procurado por Taques que demonstrou sua intenção de concorrer ao Palácio Paiaguás e lhe pediu apoio, inclusive para pagar depois despesas de campanha.

Rafaella Zanol

Governador Pedro Taques e secretário da Casa Civil Paulo Taques reagem às acusações de Alan Maluf

Em nota oficial, Pedro e Paulo Taques asseguram que “todas as movimentações financeiras do pleito de 2014 se encontram devidamente registradas na prestação de contas do PDT, inclusive as despesas ainda não pagas. Destacam que a prestação de contas da campanha foi aprovada sem ressalvas pela Justiça Regional Eleitoral.

O governador e o secretário explicam também que Alan Malouf jamais exerceu qualquer cargo ou delegação na arrecadação de fundos eleitorais.

“Todas as doações, de pessoas físicas ou jurídicas (na época, permitidas) foram devidamente registradas. Portanto, caso haja qualquer valor que eventualmente tenha sido movimento pelo investigado e que não esteja contabilizado, não foi utilizado na campanha, cabendo apenas e tão somente ao investigado esclarecer origem e destino dos valores por ele mencionados”, escrevem Pedro e Paulo Taques, na nota divulgado à imprensa nesta segunda à noite.

Para eles, as declarações de Malouf, que teve prisão decretada por envolvimento em esquema de propina e fraudes em licitações, são uma tentativa sórdida e mentirosa de envolvê-los em ações criminosas das quais jamais tiveram conhecimento, tampouco delas deram ordem ou participaram. Lamentam, ainda, que o investigado tente envolvê-los nos atos ilegais, contrariando todos os demais depoimentos já prestados nessa investigação - com o propósito de desviar o foco das acusações que pesam contra si.

Ambos dizem que vão constituir advogados para atuar no processo judicial e garantir que a verdade prevaleça. “A verdade é uma só: Pedro Taques tem uma vida de luta contra a corrupção e os corruptos, já tento enfrentado e desmantelado inúmeras quadrilhas que agiam no Estado e no país, e jamais compactuaria com qualquer ato ilegal, especialmente relacionado a desvios de recursos públicos.”

 Na nota, observa que,  embora o investigado tenha mantido relacionamento social com Pedro Taques, suas empresas jamais venceram qualquer licitação ou contrato na administração estadual a partir de janeiro de 2015, uma vez que o governador, por obediência às leis, nunca interferiu e jamais interferirá em qualquer processo de aquisição ou licitação no âmbito do governo.