Prefeito apóia e diz que CPI vai ajudar a por dedo na ferida da saúde na Capital
Mário Okamura
Prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (MDB) acredita que os pontos elencados na CPI são pertinentes e estão alinhados com o discurso do Poder Executivo
O prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (MDB) divulgou nota em apoio à CPI da Saúde, requerida pelo vereador de oposição Abílio Júnior (PSC), para apurar possíveis irregularidades no setor. O emedebista afirma que é necessário “colocar o dedo na ferida” para que mudanças realmente ocorram.
O prefeito acredita que os pontos elencados na CPI são pertinentes e que estão alinhados com o discurso do Poder Executivo. Dessa forma, a Câmara demonstra que estará ao lado da gestão na defesa dos interesses da população.
A CPI da Saúde tem três eixos de investigação. São eles, falta de medicamentos nas unidades municipais de saúde e eventual crise provocada para viabilizar a realização de contratações emergenciais; gestão temerária e possível ingerência política na gestão da Secretaria Municipal de Saúde; e o descumprimento da lei e acordo judicial sobre a remuneração dos profissionais de enfermagem contratados sem vínculo efetivo.
“O prefeito Emanuel Pinheiro acredita que esta CPI vai ajudá-lo em sua firme determinação de “passar a limpo” a saúde pública em Cuiabá”, diz trecho da nota.
Emanuel ainda promete conceder entrevista coletiva na próxima semana para apresentar as ações de impacto para promover os avanços e humanização na saúde pública da Capital. Também promete anunciar o cronograma de ações e entregas das unidades de saúde, especialmente o novo Pronto Socorro Municipal de Cuiabá.
Além de Abílio, o requerimento da CPI da Saúde conta com as assinaturas dos vereadores Toninho de Souza (PSD), Felipe Wellaton (PV), Gilberto Figueiredo (PSB), Marcelo Bussiki (PSB), Diego Guimarães (PP), Dilemário Alencar (Pros), Doutor Xavier (PTC) e Ricardo Saad (PSDB). Os dois últimos são integrantes da Comissão de Saúde da Câmara, sendo que o tucano é o presidente.
Agora, o presidente da Câmara Justino Malheiros (PV) tem 48h para definir o relator e membro da CPI da Saúde. A presidência ficará sob a responsabilidade de Abílio, que é autor do requerimento.