O ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, cotado para comandar uma ampla reforma administrativa no governo de Otaviano Pivetta (Republicanos), não descarta a adoção de um Plano de Demissão Voluntária (PDV) para reduzir despesas e aumentar a eficiência da máquina pública em Mato Grosso. Apesar disso, afirmou que a medida não está nos planos de curto prazo e que as alternativas ainda estão em análise.
Conforme apurado pelo Blog do Romilson, Gallo deve retornar ao primeiro escalão como supersecretário, com a missão de coordenar uma reforma que pode reduzir de 20 para até 16 o número de pastas. A reorganização administrativa também pode envolver o corte de cargos, enquanto a possibilidade de um PDV abre a discussão sobre eventuais desligamentos de servidores efetivos, que têm estabilidade.
Hideraldo Costa/ALMT
Procurador de carreira, Gallo deve ocupar um cargo de primeiro escalão na próxima gestão Pivetta
“A gente já teve plano de demissão voluntária em algumas secretarias, né? A gente já teve na MTI, a gente já teve plano de PDVs aí em algumas secretarias, em algumas empresas públicas do Estado. Então, assim, nada está descartado, mas isso tudo está à mesa, estamos avaliando e, se fizer sentido, der o retorno esperado, pode ser uma possibilidade. Mas eu diria hoje, assim, não está na mesa, no curto prazo, fazer isso”, afirmou à imprensa na semana passada.
O PDV é um mecanismo pelo qual a administração oferece incentivos financeiros para que servidores optem voluntariamente pelo desligamento. As condições variam conforme as regras do programa, que precisa estabelecer os critérios de adesão e as compensações previstas.
Para Gallo, a reeleição de Pivetta deu respaldo popular à continuidade de medidas voltadas ao ajuste das contas públicas e à melhoria da eficiência administrativa.
“Nós estamos analisando e fazendo um diagnóstico de quais medidas são mais adequadas. Nós precisamos de um Estado que seja um Estado eficiente, que é aquele que entrega para a população. Essa eleição provou isso, mais de 1,2 milhão de mato-grossenses deram ao governador um mandato para que ele continue fazendo aquilo que a população espera. Um Estado eficiente, entregando investimentos para os nossos quatro milhões de habitantes”, declarou.
Inteligência artificial
A reforma administrativa também deve considerar os impactos da inteligência artificial (IA) sobre o serviço público. Segundo Gallo, instituições como o Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) estudam os efeitos da tecnologia sobre as atividades profissionais e as possíveis mudanças na estrutura do funcionalismo.
“Qual é o impacto da inteligência artificial no setor público? Quais são as categorias do serviço público que vão ser fortemente impactadas por inteligência artificial e, consequentemente, haverá uma substituição? Mas a gente, obviamente, respeita todos os servidores públicos que estão contratados, que têm estabilidade, isso é uma agenda da inteligência artificial para o futuro. Qual é o impacto da inteligência artificial em todas as profissões? Dias atrás eu estava lendo uma reportagem, existem algumas profissões que nos próximos cinco anos praticamente vão desaparecer. Muitas delas”, afirmou.
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