Prefeito não criminaliza emendas e diz que aumentou rigor na sua gestão
Abilio diz que adotou critérios rigorosos para aplicação das emendas por meio de orientações da Procuradoria Geral do Município
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), defendeu o uso de emendas parlamentares como instrumento do orçamento participativo e afirmou que o mau uso não pode prejudicar aqueles que atuam com responsabilidade. Neste cenário, sustentou que, na sua gestão, iniciada em janeiro de 2025, adotou critérios rigorosos para aplicação das emendas por meio de orientações da Procuradoria Geral do Município, quando encontradas inconsistências.
Assessoria
A fala do gestor foi realizada nessa quinta-feira (29), durante entrevista, quando questionado sobre a Operação Gorjeta, deflagrada nesta semana contra a suspeita de desvio de recursos por meio do vereador Chico 2000 (PL), que nega as acusações. Ele reforçou que as emendas precisam ser pagas pelo Executivo, pois é assegurado por lei ao Legislativo, porém, deve-se adotar transparência e zelo com o recurso público. Atualmente, cada vereador possui cerca de R$ 2,5 milhões no orçamento, sendo 50% para Saúde e 50% livre para ações.
"Da nossa parte, todo o rigor que nós estamos tendo está dificultando mais esses casos acontecerem. Mas eu não vou, por exemplo, condenar instrumento como um todo de orçamento participativo simplesmente pelo mau uso de um ou de outro", iniciou o prefeito, reiterando a intenção de manter a realização da Corrida do Legislativo por meio da Prefeitura, pois entende que as corridas de ruas não podem ser marginalizadas.
Abilio frisou que, em 2025, menos de 50% das emendas teriam sido pagas, justamente pela atuação da PGM de orientar os parlamentares a detalharem melhor as ações. Assim, relembrou que até tomou pressão da oposição na Câmara, que queria a liberação de recursos sem sanar pendências, situação que manteve recursos travados. Parte dos parlamentares demonstrou entendimento e readequou as emendas.
"Acredito que a gente não executou 30% das emendas do ano passado, porque a maioria dos institutos que era apresentada, nós não encontrávamos consistência para poder fazer a execução e até mesmo os valores, muitas das vezes, eram exorbitantes para determinadas atividades", indicou.
"Hoje nós temos os vereadores com uma compreensão melhor sobre tudo isso. Não ocorreu nenhum ato de desvio na nossa gestão, nem em 2025, nem em 2026 agora que nós estamos iniciando. Se chegou a ocorrer algum ato de desvio de recurso de emenda parlamentar, foi intracorpos ali apenas entre eles mesmo", completou o chefe do Palácio Alencastro.