Cuiabá, 06/10/2026

Quando quer e tem competência se faz, afirma Mauro sobre obras do Júlio Müller

Estimada em R$ 216 milhões, a retomada das obras do Hospital Universitário Júlio Müller compõe uma das 400 que estavam paralisadas e foram herdadas pelo governador Mauro Mendes (DEM). Mais de 80% dos empreendimentos do Estado, que estavam sem conclusão, já foram retomados.

Em evento, onde assinou a autorização para o reinício das obras, Mauro deu alfinetadas no antecessor Pedro Taques (CD) que protelou a conclusão da construção do hospital.

“Quem tem que responder sobre o tempo da obra parada são eles, nós demoramos 2 anos para tomar as providências, refazer projetos, atualizar, preparar uma atualização que é complexa, RDCI é muito complexa, mais de 2 mil páginas de proposta de cada proponente e foram 6. Quando se quer fazer e se tem competência para fazer”.

Rodinei Crescêncio

Momento em que governador Mauro Mendes assina ordem de serviço para retomar obra do Hospital Julio Muller. Mauro aproveitou para alfinetar Taques

A licitação, por Regime Diferenciado de Contratação Integrada (RDCI), foi feita pela secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) e a proposta de preço vencedora, entre as 6 que apresentaram proposta, foi o Consórcio Jota Ele–MBM.

 “Se não concluíssemos essa obra, teríamos que tirar do bolso do Estado R$ 40 milhões. Perderíamos os R$ 100 milhões que estão na conta. Então seria um prejuízo direto de R$ 140 milhões. Como eu sei fazer conta, rapidamente fiz a conta e concluí que é um bom negócio pra MT, além de ter um excepcional hospital”.

Com a assinatura do contrato e a emissão de ordem de serviço, o Consórcio Jota Ele–MBM será o responsável pela elaboração do projeto executivo e também pela execução da obra, que teve início em 2012 e até o presente momento tem apenas 9% de seu andamento concluído. Para a retomada, R$ 96 milhões de recursos federais, por meio do Ministério da Educação (MEC), já estão assegurados.

“Não posso analisar outros governos, eu não estava lá, não vivi com ele, não acompanhei o caixa deles e as providências que estão tomando. Fato é que estamos consertando o Estado, tivemos coragem de tomar medidas necessárias para reposicionar o governo e hoje pagamos em dia fornecedores, retomamos e lançamos obras e diversas ações, não só obras”.

Rodinei Crescêncio

Estrutura

O hospital, cuja obra estava parada desde 2012, terá 58,5 mil m² de área construída e está localizado em um terreno de 147 hectares. O anteprojeto, que foi elaborado pela UFMT, mantém a concepção de hospital-escola e prevê a construção de oito blocos para atender as áreas assistenciais, de internação, nutrição, administrativa, entre outras. 

Contará com 228 leitos de internação, 68 leitos de repouso e 63 leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), sendo 25 para adultos, 18 voltados a atender crianças (pediátrico) e 20 para recém-nascidos (neonatal).  Além disso, a unidade de saúde contará ainda com 12 centros cirúrgicos, 85 consultórios, 45 salas de exame, 21 salas para banco de sangue e triagem e outras 53 salas administrativas.

Vazios assistências na saúde

Ao todo, Mauro garante que vai concluir 5 hospitais sendo o Hospital Central (22 meses), HUJM (36 meses), ambos em Cuiabá e os Hospitais Regionais de Araguaia, Juína, Tangará da Serra. “Estamos preenchendo os chamados vazios assistenciais em saúde de média e alta complexidade”.

Também comparecem no evento o senador Wellington Fagundes (PL); o deputado federal Dr. Leonardo (SD); o reitor da UFMT, Evandro Soares; a vice-reitora da UFMT, Rosaline Lunardi; o presidente do Tribunal de Contas do Estado, conselheiro Guilherme Maluf; os deputados estaduais Allan Kardec (PDT) e Wilson Santos (PSDB); os secretários de Estado Mauro Carvalho (Casa Civil), Marcelo Oliveira (Infraestrutura e Logística), César Miranda (Desenvolvimento Econômico) e Jordan Espíndola (Gabinete de Governo); o presidente do Intermat, Francisco Serafim de Barros; o presidente da MT Gás, Rafael Reis; o presidente da Ager, Luis Alberto Nespolo; o comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Alessandro Borges; a diretora da Faculdade de Medicina da UFMT, Bianca Borsatto Galera; e a superintendente do hospital, Elisabeth Mendonça.