Cuiabá, 21/09/2026

Servidores cobram diálogo sobre reajuste dos salários e não descartam greve geral

Entidades sindicais pressionam por recomposição salarial e cobram abertura de negociação com Governo

Assessoria

A Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso (FEESP-MT), o Sindicato dos Servidores do Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat) e o Sindal, que representa os servidores da Assembleia Legislativa, uniram forças para cobrar a recomposição salarial dos servidores públicos dos Três Poderes. A presidente da FEESP-MT, Carmem Machado, afirma que os servidores estão empobrecidos e que a ideia é pressionar para que o Governo do Estado, enfim, abra uma mesa de negociação com as categorias.

“A gente precisa sentar e tentar negociar. Acreditamos que a complexidade de se pagar tudo de uma vez pode ser um fator relevante, algo que também compreendemos. O movimento não é intransigente; muito pelo contrário, é um movimento que nunca buscou confronto”, ressalta.

Os servidores cobram uma previsão para o pagamento do passivo de 19,52% da Revisão Geral Anual (RGA). O Executivo, por sua vez, não tem sinalizado que haja espaço orçamentário para abrir a negociação.

Nesta quarta-feira (14), deve ocorrer a votação da RGA relativa a 2025, que deve ser de 4,26%. “Nós estamos cansados, na verdade. Você vê o governo recebendo todos os patronais, artistas, personalidades sociais e culinárias, mas nunca vê o governo atendendo aquele que faz a roda girar, que são os servidores públicos.”

Carmem ressalta, entretanto, que, se não houver abertura de diálogo, os servidores poderão deflagrar uma greve geral, somando-se ao movimento liderado pelo Sinjusmat, que prevê a paralisação dos trabalhos a partir de 21 de janeiro. “Embora acreditemos que seja possível conversar antes de se chegar a uma solução trágica dessas [greve geral], não desconsideramos essa possibilidade.”

Dirigente diz que sindicatos também vão buscar auxílio da Assembleia e que será o momento de descobrir quem realmente apoia os servidores.

Greve do Judiciário

Os servidores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) prometem entrar em greve por tempo indeterminado a partir do dia 21 de janeiro, quando acaba o recesso forense e os prazos processuais serão retomados. A decisão foi motivada pelo veto do governador Mauro Mendes (União Brasil) ao reajuste salarial de 6,8%, proposto pelo presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira.

Outros pontos ligados à carreira, como adicional por tempo de serviço, regras do interstício e critérios das progressões de carreira horizontal e vertical, também estão na pauta de reivindicações. Zuquim, por sua vez, tem pedido a abertura de diálogo com os servidores e pede voto de confiança.