Cuiabá, 25/10/2026

“Torcer pelo insucesso de Lula seria torcer contra o Brasil”, pondera Mauro

Em entrevista, governador afirmou estar pronto para dialogar e cooperar com a gestão Lula

Rodinei Crescêncio/Rdnews


O governador Mauro Mendes (UB) afirmou que o governo de Mato Grosso vai respeitar "democraticamente" o resultado das urnas e está pronto para dialogar e cooperar com o presidente da República eleito para a próxima gestão, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). 

"Torcer para o insucesso do presidente Lula seria torcer contra o Brasil, torcer para que nós percamos esse jogo, que vai trazer graves consequências para a maioria dos brasileiros. Vamos dialogar, vamos cooperar para que nós possamos juntos para dar os resultados que o Brasil precisa”, ressaltou.

O posicionamento foi dado durante entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan nacional, na manhã desta segunda-feira (31).

O chefe do Executivo estadual ainda pregou que para ter sucesso Lula precisará ter foco em compreender e solucionar os problemas do Brasil, deixando de lado questões ideológicas. E destacou que o novo presidente precisa atuar em cooperação com os estados e municípios para entregar resultados aos cidadãos brasileiros e mato-grossenses.

“O desafio é o presidente Lula ter a capacidade de fazer uma agenda para o Brasil e não uma agenda para setores específicos, não olhar muito para a esquerda nem para a direita, e sim para os problemas do Brasil”

Afirma o governador de MT, Mauro Mendes

Apoio a Bolsonaro

Nesta eleição, Mauro apoiou o atual presidente Jair Bolsonaro (PL), ajudando a aumentar a votação em Mato Grosso de 59% para 65%. Porém, não foi o suficiente para a reeleição.

Com 100% das urnas apuradas, o presidente repetiu o feito do primeiro turno das eleições e voltou a acumular mais de 1,216 milhão de votos em Mato Grosso, contra 652,7 mil votos do adversário petista.

“O desafio é o presidente Lula ter a capacidade de fazer uma agenda para o Brasil e não uma agenda para setores específicos, não olhar muito para a esquerda nem para a direita, e sim para os problemas do Brasil, compreendendo os desafios que nós temos para tornar esse país o país do presente, e não o país do futuro, futuro que está distante de acontecer para a maioria dos brasileiros”, declarou.

Mais independente

Mauro destacou que a atual gestão do Governo do Estado construiu as condições para “caminhar com as próprias pernas”, mas que a parceria com o Governo Federal é importante para reforçar os investimentos em prol da população.

“Fizemos aquilo que é necessário para cumprir o nosso papel com o cidadão, recuperamos a capacidade do Estado em investir, fechamos dois anos consecutivos investindo 15% da Receita Corrente Líquida e ano que vem vamos investir nesse mesmo patamar. O relacionamento com o Governo Federal é importante, mas não somos mais dependentes de verbas que possam ou não ser liberadas. Vamos continuar um ritmo acelerado de investimentos, crescendo o nosso PIB e cumprindo o nosso papel com os mato-grossenses”, explicou.

Para o governador, a sinergia entre o Poder Público federal, estadual e municipal é necessária para beneficiar o cidadão, tendo em vista o cenário de crise econômica que já atinge partes do mundo e deve chegar também ao Brasil.

“O cidadão quer que Governo Federal, Estados e municípios funcionem bem. Afinal, todos nós pagamos impostos para que o Poder Público preste serviço de qualidade. E quando você tem essa sinergia, você pode otimizar a aplicação do dinheiro público e dar um retorno melhor ao cidadão".

Infraestrutura é principal demanda

Em Mato Grosso, de acordo com Mauro Mendes, a principal demanda continua sendo a Infraestrutura e o Governo Federal pode auxiliar a diminuir o gargalo.

“Somos o maior produtor do país, respeitando o Código Florestal, e essa capacidade de produzir depende de mais Infraestrutura e precisamos do apoio do Governo Federal para melhorar ainda mais”, pontuou.

Mauro Mendes também defendeu que Lula trabalhe para diminuir a polarização e, assim, pacificar o país.

“O Lula quando foi presidente, pegou o mundo em um momento muito bom, com uma janela de crescimento, tudo dando certo no mundo. Diferente daquele momento, vamos pegar uma economia mundial que passa por um stress que terá consequências econômicas. E quando você tem dificuldade, você tem que aumentar a capacidade de conversa com a sociedade. Vamos cooperar com isso, afinal, quem quer o bem do Brasil não pode torcer pelo mal daqueles que foram eleitos", finalizou. (Com texto da assessoria)