Cuiabá, 18/09/2026

Agentes apreendem R$ 1 milhão em residência de empresário preso

Tarso Nunes

Willian Paulo Mischur, dono da empresa Consignum, no momento em que a Delegacia Fazendária

Agentes da Defaz apreenderam cerca de R$ 1 milhão durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão na Operação Sodoma II. O dinheiro é de Willian Paulo Mischur, dono da empresa Consignum, de  empréstimo consignado para servidores públicos. Ele é um dos presos preventivamente nesta sexta (11).

O empresário foi alvo de três mandados de buscas, cumpridos na empresa Consignum e em duas residências, uma localizada em um edifício no bairro Santa Rosa, e outro em uma casa no condomínio Naútico Portal das Águas, no Manso. O dinheiro será contado com auxílio de máquinas e depois depositado em conta judicial.

A operação Sodoma 2 cumpre 21 ordens judiciais decretadas pela Vara Especializada Contra o Crime Organizado, sendo 11 mandados de buscas e apreensão, cinco mandados de prisão preventiva e cinco  mandados de condução coercitiva.

Foram cumpridos os cinco mandados de prisão contra os ex-secretários Pedro Jamil Nadaf (Indústria e Comércio e Casa Civil), Marcel Sousa de Cursi (Fazenda), César Zílio (Administração); Willian; e Karla Cecília de Oliveira Cintra, assessora direta de Pedro Nadaf, que na primeira fase da operação Sodoma teve medida cautelar para uso de tornozeleira eletrônica decretada e agora foi expedida ordem de prisão.

Os ex-secretários de Indústria e Comércio e de Fazenda, Pedro Jamil Nadaf e Marcel Sousa de Cursi, respectivamente, estão presos desde a primeira fase da operação Sodoma, em setembro de 2015, no Centro de Custódia de Cuiabá.  Eles tiveram novamente mandados de prisao decretados e cumpridos. 

A operação Sodoma 2 apura conduta dos membros da organização criminosa na utilização de recursos provenientes do pagamento de propina e lavagem de dinheiro. Os trabalhos são desdobramentos das investigações relacionadas à concessão fraudulenta de incentivos fiscais do Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso, o Prodeic.

As investigações apuraram que parte dos cheques repassados como pagamento de propina a servidores públicos foram utilizados para aquisição de um imóvel localizado na Avenida Beira Rio, bairro Grande Terceiro, em Cuiabá.