Cuiabá, 09/10/2026

Corregedora promete punir maus juízes: Sem protecionismo; vídeo

Maria Helena Ramos afirma que magistrados que cometerem irregularidades terão de responder pelos atos, mas ressalta que todos terão direito à ampla defesa

Rodinei Crescêncio/Rdnews

Maria Helena Ramos afirma que magistrados que cometerem irregularidades terão de responder pelos atos, mas ressalta que todos terão direito à ampla defesa
A nova corregedora-geral da Justiça de Mato Grosso, desembargadora Maria Helena Ramos, garante que não haverá protecionismo a magistrados que cometerem irregularidades durante sua gestão à frente da Corregedoria, cuja posse está prevista para dezembro. Segundo ela, juízes que tiverem condutas inadequadas comprovadas deverão responder pelos atos, independentemente do cargo que ocupam.

“Não existe linha dura, ou frouxa, ou mole. O que existe é o que é certo. Quem fez alguma coisa errada vai ter que responder. Eu quero agir com justiça”, disse a desembargadora em entrevista à imprensa, ao ser questionada sobre como pretende atuar em um momento em que cerca de dez magistrados - entre juízes e desembargadores de MT - chegaram a ser afastados por faltas funcionais e administrativas e por suspeitas de corrupção envolvendo a venda de sentenças.

Maria Helena ressalta que esse número é pequeno diante do conjunto do Judiciário, que, segundo ela, é formado majoritariamente por profissionais sérios e trabalhadores.

“O nosso juiz, ele é uma pessoa séria, ele é uma pessoa trabalhadora. Então, alguns desvios vão haver, isso é caráter. Num concurso, ele mede a capacidade técnica de um juiz, mas não mede o caráter de ninguém. Não existe essa prova. Se existisse, a gente a aplicaria”, argumenta.

Embora afirme que não vai “passar a mão na cabeça de ninguém”, a nova corregedora assegura que todos os magistrados terão direito à ampla defesa e que as condutas investigadas serão devidamente apuradas. Ela ressalta que não pretende fazer da punição o foco de sua gestão, mas cumprir as atribuições do cargo.
“Eu não passaria a mão na cabeça de ninguém. No sentido de ter um protecionismo, alguma coisa assim. Mas eu não serei injusta com ninguém, nenhum magistrado. Todos terão a chance de provar tudo que aconteceu, terão condições de se defender”, disse.