Defesa de acusado de chacina em Sinop aponta excesso na imputação de crimes
Segundo advogado, pedido é para garantir uma penalização mais justa para envolvido nos homicídios
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A defesa de Edgar Ricardo de Oliveira, um dos investigados como autores da chacina em um bar em Sinop (a 503 km de Cuiabá) em fevereiro deste ano, respondeu ao posicionamento do Ministério Público Estadual (MPE) nessa segunda-feira (10) e contestou os termos da acusação. Advogado diz que ouve excesso na imputação de crimes ao cliente.
Segundo o advogado de defesa, Marcos Vinícius Borges, ele contesta pontos da denúncia pois existem artigos que contêm excessos. Marcos Vinicius também afirma que a petição não visa pedir absolvição, mas listar as testemunhas do caso e pedir que o caso seja analisado de forma justa.
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Advogado de defesa, Marcos Vinícius Borges, pede razoabilidade de pena para seu cliente
"A defesa é ciente que existe a filmagem e as provas da participação dele. O objetivo não é absolver o Edgar, mas que ele responda dentro de uma razoabilidade de pena. Existem artigos, aos olhos da defesa, que foram imputados ao réu com excesso. O documento pede para que ele seja condenado dentro da razoabilidade da lei", diz.
A chacina resultou na morte de sete pessoas, entre elas, uma menina de apenas 12 anos. O outro homem apontado como autor dos disparos no bar, Ezequias Souza Ribeiro, foi localizado um dia depois do crime e morto em confronto com a polícia. Edgar Ricardo de Oliveira foi indiciado pela Polícia Civil por homicídio qualificado, tentativa de homicídio, furto, roubo majorado e posse irregular de arma de fogo adulterada. Edgar está preso preventivamente na Penitenciária Central do Estado (PCE).
O advogado afirma que essa é uma fase do processo que se tem ciência de que a prisão não será revogada. "Não se discute o mérito, essa defesa prévia para esses tipos de casos hediondos, nós apenas juntamos a petição para arrolar testemunhas", disse.
O caso
Edgar é acusado de executar a sangue frio, em uma chacina que chocou o país, Maciel Bruno de Andrade Costa, de 35 anos, Josué Ramos Tenório, de 48 anos; Adriano Balbinote, idade não confirmada; Orisberto Pereira Souza, de 36 anos; Getúlio Rodrigues Frazão, idade não confirmada; e a filha dele, Larissa de Almeida Frazão, de 12 anos; e Eliseu Santos da Silva, de 47 anos.
De acordo com o delegado Bráulio Junqueira, que conduziu a investigação do caso, os homens envolvidos estavam jogando sinuca e apostando, a princípio, contra Getúlio na parte da manhã. Ambos perderam várias partidas e acumularam dívida de R$ 4 mil. Edgar e Ezequias voltaram ao bar à tarde e perderam mais algumas partidas. Edgar, que estava jogando, teria ficado irritado. Ele e Ezequias foram até o carro e cada um pegou uma arma.
O primeiro a ser morto foi Bruno, dono do bar. Em seguida, Getúlio foi executado pelas costas – depois recebeu mais dois tiros no olho. Pelas imagens é possível verificar, segundo apuração inicial, que Edgar atirava em quem corria, inclusive na menina de apenas 12 anos, que morreu já na rua.