Empresas, escritórios de advocacia e a PGE foram alvos de busca e apreensão
Operação da PF investiga suposto esquema envolvendo acordo celebrado
Rodinei Crescêncio/Rdnews
Empresas, escritórios de advocacia e a Procuradoria geral do Estado estão entre os lugares onde agentes da Polícia Federal cumpriram ordens de busca e apreensão, no âmbito da operação Heritage, que investiga supostas irregularidades envolvendo o acordo de R$ 308 milhões celebrado pelo governo de Mato Grosso, durante a gestão Mauro Mendes (UB), e a empresa de telefonia Oi. medidas foram deferidas pelo ministro do STF Flávio Dino. Durante a ação, alguns alvos tiveram apenas o passaporte confiscado e a imposição de medidas cautelares. Entre eles estão Mauro Mendes e a Virginia Mendes - saiba aqui
"Cotejando a representação formulada pela Autoridade Policial com os robustos elementos de prova até agora produzidos, entendo como imperiosa a necessidade do deferimento em parte da medida de busca e apreensão, a fim de identificar possíveis práticas criminosas que sejam desenvolvidas pelo grupo investigado, bem como para angariar novos elementos de prova acerca dos fatos trazidos ao conhecimento deste Supremo Tribunal Federal", diz trecho da decisçao que o #rdnews teve acesso.
Conforme o despacho, a medida cautelar tem como objetivo buscar eventuais provas junto às "pessoas jurídicas responsáveis pela administração, gestão e operacionalização dos fundos de investimento utilizados na movimentação dos recursos investigados; (ii) às empresas pertencentes ao denominado Grupo Piccini, identificadas como responsáveis pelo aporte inicial de recursos destinados à aquisição dos direitos creditórios relacionados à operação sob investigação; e (iii) às empresas apontadas como destinatárias de parcelas relevantes dos valores vindos originariamente do Estado do Mato Grosso".
Pablo Vicente/Rdnews