Cuiabá, 30/10/2026

Juiz manda soltar sogra, irmão de W.T. e outros alvos da Operação Apito Final

O juiz entendeu que os investigados são réus primários e não possuem condenação criminal.

O juiz João Filho de Almeida Portela, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, mandou soltar sete pessoas que haviam sido presas no âmbito na Operação Apito Final, que apura um esquema milionário de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas na capital. A decisão é dessa terça-feira (07).

Foram soltos: Alex Júnior Santos de Alencar, o Alex Soldado, Maria Aparecida Coluna Almeida, sogra de Paulo Witer, o WT, Jeferson da Silva Sancoviche, Jean Marcel Neves Conrado, Fagner Farias Paelo, irmão de WT, Emanuele Antônia da Silva e Andrew Nickolas Marques dos Santos.

Sesp-MT

Em sua decisão, o juiz entendeu que os investigados são réus primários e não possuem condenação criminal. “Em consultas aos sistemas SEC/TJMT, PJE/TJMT e SEEU/CNJ, verifica-se que os acusados são primários, não possuindo qualquer condenação criminal e, ainda, se encontram reclusos apenas pelo mandado de prisão oriundo da ação penal, objeto deste feito”, diz trecho.

Apesar da soltura, foram impostas algumas medidas cautelares aos acusados, como: comparecimento mensal em juízo para informar e justificar suas atividades; proibição de manter contato e realizar transações bancárias com os demais acusados; não praticar qualquer infração penal; proibição de acesso ou frequência a bares, boates para evitar o risco de novas infrações; manter o endereço atualizado, sob pena do processo seguir sem sua presença, se no caso de mudança de residência, não comunicar o novo endereço ao Juízo.

Na mesma decisão também foi analisado a prisão preventiva de Paulo Witer, Mayara Bruno Soares Trombim, Luiz Fernando da Silva Oliveira, Cristiane Patrícia Rosa Prins e Cleyton César Ferreira de Arruda, que foi mantida pelo magistrado.

O juiz citou que WT seria “tesoureiro geral, sendo responsável pela contabilidade grupo e arrecadação de valores oriundos do tráfico de drogas na região da Morada da Serra”, por isso sua prisão foi mantida.

Já sobre Mayara Bruno Soares Trombim, Luiz Fernando da Silva Oliveira, Cristiane Patrícia Rosa Prins e Cleyton César Ferreira de Arruda, o magistrado apontou que os suspeitos foram denunciados por supostamente ocultarem e dissimularem a natureza, origem, movimentação e propriedade de bens e valores provenientes, direta ou indiretamente, de infração penal, para organização criminosa “Comando Vermelho”.