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CABELEIREIRO DAS ESTRELAS

STJ nega HC para “Elielson Hair” preso suspeito de tráfico de drogas

Elielson Gonçalves Vieira está preso desde o dia 8 de outubro, na ala LGBTQIA+ do sistema prisional de MT

João Aguiar

O ministro Mauro Campbell Marques, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou pedido de habeas corpus impetrado pela defesa do cabeleireiro Elielson Gonçalves Vieira, o “Elielson Hair”, conhecido como “cabeleireiro das estrelas”. Ele está preso desde o dia 8 deste mês, quando foi alvo da Operação Fio, da Polícia Civil, sob suspeita de intermediar a venda de drogas para pessoas da alta sociedade cuiabana, os "ricaços". 

Reprodução/PJC

Elielson Gonçalves, cabeleireiro, Operação Fio

 

A defesa do cabeleireiro alegou constrangimento ilegal com a prisão e que carece de fundamentação idônea e individualizada, pois Elielson não demonstra risco atual à ordem pública ou à instrução criminal. Além disso, ele também possui predicados pessoais favoráveis e que não há notícia de descumprimento de cautelares anteriormente impostas.

Também argumentaram que os fatos investigados pela Polícia Civil são de diálogos de 2024 e a apreensão de drogas com o suspeito foi feita em setembro de 2025, “havendo, ainda, demora na extração e análise do aparelho celular, o que evidencia a inexistência de periculum libertatis atual”, salientam.

Em sua decisão, o ministro constatou que a liminar não pode ser acolhida pelo STJ, pois ainda não foi examinada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso. “No caso, a situação dos autos não apresenta nenhuma excepcionalidade a justificar a prematura intervenção desta Corte Superior e superação do referido verbete sumular. Deve-se, por ora, aguardar o esgotamento da jurisdição do Tribunal de origem”.

“Ante o exposto, indefiro liminarmente o presente habeas corpus”, completa o magistrado.

Divulgação/Assessoria

Cabeleireiro Elielson Gonçalves Vieira

 

Prisão

Conforme já publicado pelo , o delegado Wilson Cibulski, titular da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc) de Cuiabá, revelou que as investigações começaram em setembro do ano passado, após Elielson ser preso em flagrante por suspeita tráfico. “A gente investigou e viu que ele fazia intermediação de drogas, de grandes quantidades. E esse grupo criminoso [alvo da operação] também fazia distribuição de drogas para pessoas da alta sociedade”, revela.

“[Ele era] traficante. Na investigação, tem intermediação de droga por parte dele. Grandes quantidades de drogas, inclusive, principalmente de super maconha, que ele chama de “maconha Gold”, acrescenta.

Além de Elielson, também foi preso na operação Hebert Felipe de Almeida Vieira, de 36 anos. Em agosto deste ano, ele foi alvo de uma tentativa de homicídio em um hotel do bairro Novo Mundo, em Várzea Grande. Após o crime, ele se mudou para Santos, no litoral de São Paulo e foi pego na cidade paulista nesta quinta.

Conforme o delegado, Hebert era um dos fornecedores de drogas para Elielson. “Ele fazia intermediação entre um e outro, procurava ele pra ver quem era fornecedor, ele dava contato, ele negociava e intermediava também”, acrescenta.

 A operação

Segundo a Polícia Civil, a operação foi deflagrada para cumprimento de 26 ordens judiciais, sendo 5 de prisão preventiva, 9 de busca e apreensão e 12 de bloqueio de ativos financeiros. Os mandados foram expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo da Garantias – Polo Cuiabá e são cumpridos em Cuiabá, Várzea Grande e Mirassol D’Oeste, e no Litoral Sul de São Paulo.

As ordens judiciais são decorrentes de investigação conduzida pela Polícia Civil que apura a atuação de um grupo suspeito de envolvimento com o tráfico de entorpecentes e com a movimentação de recursos relacionados às atividades criminosas.

No curso das apurações, foram reunidos elementos que indicam a participação de diferentes investigados na atividade criminosa, além de indícios de movimentações financeiras incompatíveis com a capacidade econômica declarada de alguns dos envolvidos e possível utilização de pessoas físicas e jurídicas para circulação e ocultação de valores.

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