Cuiabá, 21/09/2026

Juiz revoga prisão de mulher de fazendeiro suspeita elo com morte de advogado

Defesa alegou idade e crise de ansiedade. Mulher vai ter que cumprir medidas cautelares

Reprodução

O juiz João Bosco Soares da Silva, do Núcleo de Inquéritos Policiais (Nipo), converteu a prisão temporária de Elenice Ballarotti Laurindo, suspeita de ser a mandante da execução do advogado Roberto Zampieri, por medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica.

Segundo a Polícia Civil, Elenice e seu marido, Aníbal Manoel Laurindo, seriam os supostos mandantes do crime, que aconteceu no dia 5 de dezembro, no Bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá. Elenice teria feito o pagamento para o coronel da reserva do Exército Brasileiro, Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, que seria o suposto financiador do homicídio. O casal nega as acusações.

Conforme apurado pelo #rdnews, a defesa de Elenice, patrocinada pelo advogado Wander Bernardes, argumentou que ela tem 68 e é idosa. Além disso, ela teria tido um quadro de ansiedade com seu possível envolvimento no caso, e precisa de tratamento especializado.

Apesar da revogação da prisão, foram mantidas medidas cautelares como uso de tornozeleira eletrônica, suspensão do passaporte, suspensão do registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) e a proibição de se ausentar da comarca de Cuiabá sem a prévia autorização do juízo.

O caso

Na manhã de segunda-feira (11), Aníbal Manoel Laurindo, marido de Elenice, foi preso pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) na manhã de hoje. Junto com seu advogado, ele se apresentou às autoridades policiais. 

Havia expectativa de que Elenice também se apresentasse na delegacia, o que não ocorreu, já que ela conseguiu na Justiça o direito ao monitoramento eletrônica.

Durante a tarde, de segunda, a Justiça revogou a prisão preventiva do fazendeiro Aníbal. Ele passou por audiência de custódia e a defesa alegou o fator da idade do fazendeiro, que cumpre as mesmas medidas cautelares da esposa.

Zampieri foi executado no dia 5 de dezembro, enquanto deixava o escritório em que trabalhava e, ao entrar no seu veículo, um Fiat Strada, foi surpreendido pelo assassino, que efetuou ao menos 10 disparos na direção do advogado.

Nas gravações, obtidas por meio de câmeras de segurança de empreendimentos da localidade, é possível ver que o assassino cometeu o crime com o rosto descoberto, usando apenas uma caixa para abafar o som, fugindo a pé em seguida.

Outros envolvidos

A Polícia Civil já indiciou por homicídio qualificado três suspeitos de participação no crime: Etevaldo Luiz Caçadini, Antônio Gomes e Hedilerson Barbosa.

Para a polícia, não há dúvidas da participação do trio no crime. Caçadini é o suposto financiador, Antônio Gomes da Silva é apontado como executor e Hedilerson Barbosa seria o suposto intermediário. Todos seguem presos.