Julgamento de investigador réu por morte de PM acontece nesta segunda
Sessão é realizada no Fórum da Comarca de Cuiabá, sob condução da juíza Mônica Cataria Peri Siqueira, titular da 1ª Vara Criminal
Após quatro adiamentos, o julgamento do investigador da Polícia Civil Mario Wilson Vieira da Silva Gonçalves acontece nesta segunda-feira (15). Mario foi denunciado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPE-MT) por homicídio qualificado praticado contra o policial militar Thiago de Souza Ruiz.
A sessão é realizada no Fórum da Comarca de Cuiabá, sob condução da juíza Mônica Cataria Peri Siqueira, titular da 1ª Vara Criminal.
Reprodução
O réu responde a ação penal por homicídio qualificado, com as agravantes de motivo fútil e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, conforme denúncia do Ministério Público do Estado de Mato Grosso.
Desde semana passada, a família do PM realiza atos de paz e oração pela memória de Thiago. Ao #rdnews, a prima de Thiago, Fabiana Nunes Ruiz Silva, relatou o sofrimento constante da família, que precisou e ainda precisa reviver os momentos de dor a cada protelação do julgamento. Segundo ela, a sensação é de injustiça e favorecimento a uma das partes.
“A gente não entende de que lado a Justiça está: se é pra fazer o que é certo ou se está protegendo alguém. Eu não entendo o que acontece, se há brecha na Justiça pra cada vez adiar, adiar, adiar. Cada vez é uma desculpa: ‘Ah, é advogado que troca’ ou ‘Ah, é isso, é aquilo’. Mas e aí? E o nosso lado? Quem que está vendo o nosso lado? Aonde que a Justiça está pensando? Será que é lado de um só ou será que ela está pensando em ambas partes? Então, fica essa indignação”, desabafa Fabiana.
O caso
O crime aconteceu na madrugada do dia 27 de abril de 2023, no interior da conveniência de um posto de combustível, em Cuiabá. Imagens das câmeras de segurança do estabelecimento mostram Mario e Thiago sentados na mesma mesa, ingerindo bebida alcoólica.
Em depoimento, uma funcionária da conveniência afirmou que os policiais estariam se desentendendo antes do crime. Em um determinado momento, Thiago levantou a camiseta, momento em que Mario pega a arma de fogo do militar e aponta contra Thiago. Na sequência, os dois iniciam uma luta corporal e o policial civil atira contra Thiago, depois é visto correndo para fora da conveniência.
Mario foi preso em flagrante e, durante audiência de custódia no dia 28 de abril, a Justiça converteu a prisão para preventiva.
Em setembro do mesmo ano, o desembargador Rui Ramos, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), concedeu liberdade a Mario, suspendendo o porte de arma e proibindo que ele se aproximasse das testemunhas do caso.