Júri condena homem a 16 anos de prisão por morte de Maiana Mariano
Adolescente foi assassinada em Cuiabá em dezembro de 2011; novo júri ocorreu após recurso do MPE
Reprodução
Maiana Vilela foi morta por asfixia em uma chácara no bairro Altos da Glória, na Capital, em dezembro de 2011
Após recurso interposto pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso, Carlos Alexandre da Silva Nunes, foi novamente submetido a júri popular e condenado a 16 anos, por homicídio da jovem Maiana Mariano, de 16 anos. Ela foi morta por asfixia em uma chácara do bairro Altos da Glória, em Cuiabá, em dezembro de 2011.
Além dele, também já foram denunciados e condenados pelo mesmo crime Rogério da Silva Amorim e Paulo Ferreira Martins.
De acordo com o promotor de Justiça que atuou no júri, Vinícius Martins Gahyva, os réus Carlos Alexandre da Silva Nunes e Paulo Ferreira Martins mataram a vítima com emprego de um pano, causando-lhe asfixia. Já Rogério da Silva Amorim, que mantinha um relacionamento com a jovem, foi o mandante do crime.
Carlos Alexandre foi denunciado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Após o júri, o réu foi encaminhado à prisão.
O crime
Consta na denúncia, que o mandante contratou Paulo para cometer o homicídio mediante o pagamento de R$ 5 mil.
Esse, por sua vez, procurou Carlos Alexandre, a quem propôs a parceria na prática do crime com a promessa de repassar a quantia de R$ 2, 5 mil, oportunidade em que recebeu o adiantamento de R$ 1 mil.
Após o crime, segundo o MPE, os réus Paulo e Carlos Alexandre colocaram o corpo da vítima no assoalho do veículo Fiat Uno, entre os bancos dianteiro e traseiro.
Segundo a denúncia, para esconder o corpo da adolescente, a dupla jogou sobre ele umas peças de roupa e foram ao encontro de Rogério, na sua empresa, a fim de informar que o homicídio estava consumado e receber o restante do pagamento.