Justiça manda soltar suposta mandante de execução de advogado
Maria Angélica vai usar tornozeleira eletrônica. Além disso, teve o registro de CAC e o passaporte suspensos
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A Justiça determinou a soltura da empresária e farmacêutica Maria Angélica Caixeta Gontijo, presa suspeita de ser a mandante do assassinato do advogado Roberto Zampieri. A decisão é do juiz do Núcleo de Inquéritos Policiais de Cuiabá, João Bosco Soares da Silva.
Segundo a decisão, não há elementos que comprovem a necessidade prorrogação da prisão temporária e medidas cautelares são suficientes para o bom andamento da investigação. O magistrado determinou que Maria Angélica use tornozeleira eletrônica, não mude de residência sem autorização do Juízo e compareça a todos as intimações. Ele também suspendeu o passaporte de Magia Angélica e o registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) dela.
A investigada foi presa no dia 20 de dezembro em Patos de Minas (MG) e foi transferida para Mato Grosso. Maria Angélica figura em vários processos que tratam de disputa por terras em Ribeirão Cascalheira (a 772 km de Cuiabá), sendo que em pelo menos três deles, Zampieri aparece no pólo contrário como advogado.
"Não existem provas concretas que justifiquem a necessidade da continuidade da prisão", disse a defesa de Maria Angélica, feita pelo advogado criminalista Eustáquio de Noronha Neto.
O caso
O advogado Roberto Zampieri deixou o escritório de advocacia em que trabalhava e, ao entrar no seu veículo, um Fiat Strada, foi surpreendido pelo assassino, no dia 5 de dezembro. Os agentes policiais informaram que foram disparados cerca de 10 tiros na direção do advogado.
Nas gravações, obtidas por meio de câmeras de seguranças de empreendimentos da localidade, é possível ver que o assassino cometeu o crime com o rosto descoberto, usando uma caixa para abafar o som, e que ele fugiu a pé.
Os suspostos executor e o intermediador do crime também estão presos. Um coronel do exército suspeito de financiar o crime também está preso.