Mandante de morte de ativista é condenada a mais de 28 anos de prisão
O homicídio ocorreu em novembro de 2021; mandante está presa em Cuiabá
O Tribunal do Júri da Comarca de Juína (a 746 km de Cuiabá) condenou Angélica Saraiva de Sá a 28 anos, 6 meses e 6 dias de prisão pelo homicídio do ativista LGBTQIA+ Rogério Diego dos Santos, conhecido por sua performance como a drag queen Julya Madsan. De acordo com a decisão, a pena deve ser cumprida inicialmente em regime fechado.
"Considerando tratar-se de desígnios autônomos, somam-se as penas de todos os crime. Assim, encontro a pena total pena definitiva 28 anos, 6 meses e 6 dias, de reclusão e 23 dias-multa, a ser cumprida inicialmente em regime fechado nos termos do art. 33, § 2°, 'a' do CP", diz trecho da decisão.
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Mandante do homicídio está presa na Penitenciária Ana Maria do Couto May, no Pascoal Ramos, em Cuiabá
O homicídio ocorreu em novembro de 2021 e a investigação apontou que o crime foi motivado pelo furto de uma televisão de um dos autores, que supostamente teria sido praticado por Rogério, além de drogas que ele estaria vendendo e que não pertenceriam ao Comando Vermelho.
O corpo de Rogério foi encontrado em avançado estado de decomposição, na zona rural do município de Juína, com diversas perfurações de arma branca. Após um intenso trabalho de investigação, a Polícia Civil identificou Angélica Saraiva de Sá como mandante e um homem que chefiava a facção, e três adolescentes como envolvidos na morte da vítima. Angélica é considerada uma criminosa de alta periculosidade e está detida no Presídio Maria do Couto May, em Cuiabá.
Rogério Diego era muito conhecido e atuou na Casa da Cultura de Juína durante a última gestão da Prefeitura Municipal. Nas redes sociais, era bastante ativo e fazia da rede uma janela para debates políticos em prol da causa LGBTQIA+ e da cultura e direitos da população negra.