MP vai recorrer contra soltura da suposta mandante de execução de advogado
Maria Angélica saiu usando tornozeleira eletrônica e deve cumprir medidas cautelares
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O Ministério Público Estadual revela que irá recorrer contra a decisão da Justiça que determinou a soltura da empresária e farmacêutica Maria Angélica Caixeta Gontijo, presa suspeita de ser a mandante do assassinato do advogado Roberto Zampieri. Caso está com o promotor Samuel Frungilo e segue sob sigilo.
A revogação da prisão foi determinada pelo juiz do Núcleo de Inquéritos Policiais de Cuiabá, João Bosco Soares da Silva em resposta ao MP, que pediu prorrogação da prisão temporária da investigada. O magistrado acolheu parcialmente a solicitação, determinando medidas cautelares, mas negou a continuidade da prisão provisória, soltando Maria Angélica, que vai ficar usando tornozeleira eletrônica.
Segundo a decisão, não há elementos que comprovem a necessidade prorrogação da prisão temporária e medidas cautelares são suficientes para o bom andamento da investigação. O magistrado determinou que Maria Angélica não mude de residência sem autorização do Juízo e compareça a todos as intimações. Ele também suspendeu o passaporte de Magia Angélica e o registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) dela.
A investigada foi presa no dia 20 de dezembro em Patos de Minas (MG) e foi transferida para Mato Grosso. Maria Angélica figura em vários processos que tratam de disputa por terras em Ribeirão Cascalheira (a 772 km de Cuiabá), sendo que em pelo menos três deles, Zampieri aparece no pólo contrário como advogado.