MPE pede para que réus por homicídio de advogado sejam levados a júri popular
O pedido foi assinado pelos promotores de Justiça Samuel Frungilo, Marcelle Rodrigues da Costa e Faria, Vinicius Gahyva Martins e Jorge Paulo Damante Pereira na sexta-feira (09).
O Ministério Público de Mato Grosso (MPE) pediu à Justiça para que os réus Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e o coronel Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas enfrentem ao Tribunal do Júri. Eles são réus pela morte do advogado Roberto Zampieri, ocorrida no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá, no dia 5 de dezembro de 2023.
Caçadini seria o financiador, Antônio Gomes da Silva é apontado como executor e Hedilerson Barbosa seria o suposto intermediário.
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Antônio Gomes da Silva, o coronel do Exército Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas e Hedilerson Fialho Martins Barbosa seguem presos em Cuiabá
O pedido, assinado pelos promotores de Justiça Samuel Frungilo, Marcelle Rodrigues da Costa e Faria, Vinicius Gahyva Martins e Jorge Paulo Damante Pereira, foi feito na sexta-feira (09).
O trio foi denunciado pelo Ministério Público por homicídio com as qualificadoras de emprego de arma de fogo de uso restrito, recurso que dificultou a defesa da vítima, concurso de agentes e mediante paga e promessa de recompensa.
Durante as investigações da Polícia Civil, a materialidade do delito e a autoria dos acusados foram comprovadas de forma indiscutível pelas provas reunidas, segundo os promotores.
“A pronúncia dos acusados é medida que se impõe ao feito, eis que o acervo probatório coligido aos autos atesta a existência do crime de homicídio triplamente qualificado, em face de Roberto Zampieri. Frisa-se, por oportuno, que a morte de Zampieri somente foi alcançada ante ao somatório de esforços de todos os acusados, cada um desempenhando determinadas tarefas, que contribuíram para a consumação do homicídio”, pontuam.
"Ante o exposto, o Ministério Público do Estado de Mato Grosso, requer seja julgada procedente a denúncia, a fim de pronunciar os acusados como incursos nas sanções do artigo 121, § 2º, incisos I (mediante paga e promessa de recompensa), IV (recurso que dificultou a defesa da vítima) e VIII (emprego de arma de fogo de uso restrito), c/c artigo 29 (concurso de agentes), ambos do Código Penal", concluem.
O documento deve ser apreciado em breve pela 12ª Vara Criminal de Cuiabá.
No último dia 22 de julho, aconteceu a audiência de instrução do trio. Eles prestaram depoimento para o juiz Jorge Alexandre Martins Ferreira, da 12ª Vara Criminal de Cuiabá. Ainda não há detalhes sobre o restante do andamento do processo.
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O advogado Roberto Zampieri, que foi assassinado ao deixar o seu escritório no Bosque da Saúde, em 5 de dezembro do ano passado
O caso
No dia 5 de dezembro do ano passado, o advogado Roberto Zampieri deixou o escritório em que trabalhava e, ao entrar no seu veículo, um Fiat Strada, foi surpreendido pelo assassino. Os agentes policiais informaram que foram disparados cerca de 10 tiros na direção do advogado.
Nas gravações, obtidas por meio de câmeras de segurança de empreendimentos da localidade, é possível ver que o assassino cometeu o crime com o rosto descoberto, usando uma caixa para abafar o som, e que ele fugiu a pé.